Muito além da roupa suja

O que fazer em Bangkok?

O dia de chegada em Bangkok incluiu o que foram, com toda certeza, algumas das horas mais desconfortáveis de toda a minha vida.

A chegada em si foi tranquila, passamos na vigilância sanitária para mostrar o certificado de vacinação contra febre amarela e pegamos uma filinha na imigração, mas nada muito exaustivo. Aliás, após 26 horas de viagem, nós estávamos bem exaustos de qualquer maneira.

O problema foi que chegamos no hostel eu acho que não eram nem 8h da manhã, e fomos avisados que só poderíamos entrar no quarto depois das 14h.

Representação real da minha alma ao ouvir que só poderia entrar no quarto em 6 horas.
Representação real da minha alma ao ouvir que só poderia entrar no quarto em 6 horas.

Bom, aí não tem o que fazer, né? Deixamos os mochilões guardados no hostel, demos uma esvaziada nas mochilinhas e fomos passear pela cidade. Debaixo do Sol forte, na umidade, com toda aquela nhaca de 30 horas de viagem, eu lembro de ter ficado encharcada de suor (sou uma pessoa altamente transpiradora) e de ter feito o Felipe querer voltar pra SP de tanto mimimi. Essa contextualização não tem nem nada a ver com as dicas do post, que são de coisas para fazer em Bangkok, mas o desabafo é importante e, também, uma breve justificativa ao fato de eu estar muito acabada em todas as fotos (pq, claro, o calor foi o mesmo durante quase todos os dias).

Twitter xuxameneghel oi gente sou eu xu ....caraca ...

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Na hora de seguir o conselho da Xu, verifique sempre se a garrafa está duplamente lacrada. Pior que sofrer com calor é sofrer as consequências de beber água contaminada!

Bom, nós só ficamos 3 dias em Bangkok e deu pra notar que, não só a cidade tem MUITO a oferecer para todo tipo de turista – assim como toda grande cidade – mas que os arredores também são cheios de atrações, possibilitando inúmeras day trips durante a estadia.

Inclusive, tenho notado que, ultimamente, as promoções de passagem para a Tailândia andam frequentes e excelentes; os preços em reais estão significantemente mais baratos do que paguei em 2014, com o dólar a R$2,40 (meu vôo custou R$3400, o que dava pouco menos que US$1500). Então confesso que ando bem tentada…

Grand Palace

Acho que este é o principal ponto turístico de Bangkok. Em todo os sites e livros em que procurei dicas do que fazer em Bangkok, lá estava o Grand Palace todo pimpão em primeiro lugar na lista. Confesso que não estava tão interessada assim nele, viu? Pelas fotos que tinha visto, achei que não estava com essa bola toda.

E me enganei.

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Gente, que lugar bonito. Até naquela minha situação de puro suor e lamúrias eu conseguia apreciar a grandiosidade do palácio. O que as fotos não mostravam eram os detalhes impressionantes na decoração e construção, muito ouro (inshalá), pedras preciosas e ladrilhos coloridos formando mosaico.

Coisas para fazer em Bangkok

A entrada do Grand Palace nos custou 500 BHT e, além de ser a sede do governo tailandês e residência real, o complexo também abriga o Templo do Buda de Esmeralda (cujas fotos não são permitidas), que eu achei bem bonitinho.

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Wat Pho, o templo do Buda Reclinado

Essa visita você pode fazer combinada com o Grand Palace, porque ele fica do outro lado da rua, muito fácil! O templo aqui é bem menor, mas o Buda é bem maior!! Fiquei realmente impressionada com o tamanho da estátua, super imponente e, ainda assim, toda entalhada. A entrada aqui custou 100 BHT por pessoa.

Vale lembrar que, em todo o Sudeste Asiático, para adentrar os templos, devemos sempre tirar os sapatos e ter joelhos e ombros cobertos, em sinal de respeito. Esta regrinha vale mais para templos ainda operantes e que tenham estátuas. Quando visitamos ruínas ou as estátuas estão meio aos pedaços, pode usar qualquer roupa.

 

Khao San Road

A Meca dos mochileiros. Sério, é o que você mais escuta sobre a Khao San Road. Mas o que faz dessa rua feiosa um lugar tão absurdamente incrível?!?! A facilidade de encontrar todo e qualquer serviço, desde McDonalds até falsificação de documentos (quer um diploma do MIT?). A oferta de hospedagem por lá também é abundante. Eu e o Felipe não ficamos hospedados lá, mas nosso hostel estava a 15 minutos de caminhada, então todos os dias acabávamos dando uma passadinha, pra comer, pra fechar, passeio, pra comprar souvenir, pra tirar foto pro visto do Vietnã e etc.

Só o que evitamos foi comprar souvenirs lá, até porque foi a primeira parada da viagem e ninguém queria queimar a largada no peso da mochila, né?
Mas, se você ama uma lojinha, já aviso: tem que ter muita paciência, porque o assédio dos vendedores é bem grande (quem vê pensa que tá faltando turista), você mal consegue ver as mercadorias com calma antes de já virem fazer oferta. Aliás, NADA lá tem preço! É tudo na base da negociação! Minha recomendação é não puxar assunto nem dar trela pro vendedor se você não tiver REAL interesse em comprar algo, eles são muito muito muito insistentes, então é bom ter disposição para pechinchar.

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Notem como todo mundo anda no meio da rua (é fechada para carros) e, o que seriam calçadas, estão forrados de ambulantes, um grudado do outro.

Lembrando que a muita oferta também traz consigo grandes variações na qualidade dos serviços. Mas, gente, na Tailândia TUDO* vai ser mais barato do que em qualquer outro lugar fora do Sudeste Asiático, então não se prenda a economias burras, pra depois não ficar todo ferrado e arrependido. Já vou adiantar sua vida aqui e deixar duas dicas de restaurantes na região: Ranee’s e Smiths. Eles ficam numa travessa imediatamente paralela à Khao San Road, mas vale muito a pena procurar, pois além de serem bem limpos e com comida bem gostosa, você acaba escapando do barulho e da confusão.

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Tatuagens e outros serviços que você preferiria não fazer no meio da rua também estão disponíveis. Ah, mas o Jack do Lost fez um montão de tatuagem na Tailândia, então acho que não dá ruim, não. Notem como eles ressaltam que os piercing são feitos por profissionais, gostei mais disso do que do grau de detalhamento do anúncio.

Também existe, claro, a opcão das barraquinhas na rua. Tailandês começa a cozinhar o camarão e o curry no meio da rua às 6h da matina!! Eu e o Fe ficávamos bem enjoados de andar na rua de manhã cedo e já aquele cheiro forte de comida mas, se for a sua praia, está dado o recado. Eu curto muito street food, mas acabei não aproveitando esse lado tão característico do Sudeste Asiático porque eu não ia conseguir comer comida quente debaixo do Sol, suando, e todos aquele sofrimento que vocês já sabem.

*Exceto o sorvete Haagen Dazs, esse achei bem carinho no quiosque do Grand Palace.

Jim Thompson’s House

Nosso roteiro nesta viagem estava bem flexível. Tínhamos algumas coisas certas que queríamos ver e fazer em cada cidade. Mas como é melhor fechar os passeios lá mesmo com as agências locais, acabamos tendo muita flexibilidade e também a oportunidade de sermos espontâneos ocasionalmente. Na verdade, o meu mochilão por Peru e Bolívia em 2015 foi mais ou menos no mesmo ritmo; estou curtindo esse novo jeito de viajar e muito orgulhosa da minha evolução. Apesar que não acho que isso funcionaria pra mim em qualquer destino.

Bom, mas voltando ao assunto, no nosso segundo dia em Bangkok estávamos bem sem planos. Nós queríamos fechar uma day trip, mas sabíamos que fechando naquele dia, só iríamos no passeio do dia seguinte. Foi aí que o Fe sugeriu de irmos visitar a Casa do Jim Thompson, pois uma amiga dele tinha ido e recomendado.

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Então podemos dizer que Bangkok é a cidade dos passeios surpreendentes, porque eu fui no “Jim Morrison” sem a menor expectativa e acabou sendo dos mais interessantes. Jim Thompson era um americano que, após a II Guerra Mundial, realocou-se para Bangkok e começou a exportar seda para o resto do mundo e depois desapareceu sem deixar pistas(estilo Amelia Earhart). Ele era um arquiteto e a casa ficou famosa, na época, por ser a diferentona da cidade. Hoje em dia, a casa é um museu e a seda Jim Thompson ainda é das mais chiques da Tailândia! Caso você esteja indeciso se deve ou não fazer alguma comprinha na loja do museu, não se preocupe, eles também tem lojas no luxuoso shopping Siam Paragon e no aeroporto BKK.

Passeio de Riverboat

Esse passeio a idéia foi um pouco melhor que a execução. Esse Riverboat que pegamos é o baratex, que faz parte do sistema de transporte público da cidade. A idéia era pegarmos o barco quando estivesse escurecendo para ver as luzes dos templos acendendo enquanto passeávamos pelo rio Chao Phraya, principalmente o Wat Arun que não havíamos conseguido visitar. Bom, o dia estava nublado e o por do Sol acabou demorando mais que o planejado, mas pelo menos conseguimos ver um pouco da cidade, acho que o saldo final foi positivo. E, como era nossa última noite na cidade, não ia dar pra escolher um dia de céu mais limpo anyway.

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O barco estava bem cheio, mas a maioria não era turista, então não tivemos problemas para ficar perto das janelas. Só fique atento pra estar perto da porta quando for chegando sua parada, senão existe o risco de você ficar pra trás.
Como dá pra notar facilmente pelas fotos, os contrastes entre o luxo e a pobreza extrema, infelizmente, ajudam a gerenciar a saudade do Brasil.

Shoppings

Sim, os preços de Bangkok são bons e eu e o Felipe algumas vezes ficamos pensando se não compensaria pras sacoleiras irem até lá ao invés de Miami. Claro que eu falo dos preços das coisas em geral; marcas internacionais e de luxo continuam sendo bem caras.

Esse Food Republic tem um conceito bem legal. Você coloca créditos em um cartão e vai gastando no quiosque que quiser, depois, se sobrar dinheiro, só passar no caixa e pegar.
Esse Food Republic tem um conceito bem legal. Você coloca créditos em um cartão e vai gastando no quiosque que quiser, depois, se sobrar dinheiro, só passar no caixa e pegar.

Na verdade, eu nem sou muito compreira, mas fiquei apaixonada pelos shopping de Bangkok! É muito legal porque tem um cruzamento de avenidas que tem uns 4 shoppings, um ao lado do outro ou interligados por passarelas. E o melhor, shoppings de todos os estilos! Tem o MBK Center que é o grande shopping Ching Ling (estilo Stand Center de SP, comprei alguns souvenirs lá no último dia), em que você tem total flexibilidade de negociar os preços antes de comprar; tem o Siam Discovery que tinha umas lojas no estilo vende-tudo cheio de quinquilharias asiáticas (de cosméticos à papelaria); o Siam Center era o meu preferido, porque tinha um andar inteiro só de comida. Aliás, pouco andei pelos outros andares, confesso. Ele tinha um estilo meio diferente, como se fosse feira de exposição, porque as lojas eram abertas e não como num shopping normal em que cada loja é como se fosse um cômodo. E, claro, tinha também o divo Siam Paragon que é o shopping mais luxuoso, mas com muitas comidas boas também!!

Basicamente, eu amava os shoppings pela comida, confesso. Porque eu sempre vou amar tudo que me apresente uma oferta ilimitadamente variada de gordices.

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Acho que nessa foto dá pra entender um pouco o estilo desconstruído do Siam Center. E, aliás, muito bons os bolos e doces deste lugar!!

O melhor! Esse conjunto de shoppings fica super pertinho da casa do Jim Thompson e também do LiT Bangkok, o hotel em que passei minha última noite antes de voltar ao Brasil. Aliás, sensacional o hotel, vou falar dele em um próximo post! Nesse fim de viagem eu só fiquei aproveitando meu quarto lindo com meu Kindle e indo passear e comer nos shoppings. Definitivamente os melhores momentos da viagem (sorry, Fe!).

Day Trips

Como disse acima, as opções de day trips são muitas. Nós fizemos apenas uma, para Ayutthaya, que durou o dia todo, com almoço incluso. Eu pretendo fazer um post só sobre esse passeio, mas você também pode visitar, por exemplo, o Parque Nacional Erawan e Kanchanaburi, onde foi construída a Ponte Sobre o Rio Kwai na II Guerra Mundial. Esse era um passeio que eu queria muito fazer, mas vou deixar pra próxima, já que o cronograma não permitiu desta vez. Outros destinos bem populares para day trips são o Tiger Temple e o mercado flutuante, mas estes, sinceramente, não me apeteceram tanto.

Antes de finalizar o post, deixo com vocês meu grande tesouro. Tirei foto pra guardar comigo pra sempre, o melhor anúncio de instituto de depilação que vi na vida. Minha opinião: melhor se chipanzé do que usar um biquini que nem cobre o cofre, sabe?
Antes de finalizar o post, deixo com vocês meu grande tesouro. Tirei foto pra guardar comigo pra sempre, o melhor anúncio de instituto de depilação que vi na vida. Minha opinião: melhor ser chipanzé do que usar um biquini que nem cobre o cofre, sabe?

Claro, Bangkok também é mundialmente conhecida pelas muitas festas e baladas para todos os gostos. Mas aí eu já não vou poder dar indicações; primeiro porque sou uma pessoa bem caseira e, segundo, porque não tem nada a ver ir na balada com cunhado, né? rs Mas, no final, eu acho isso até foi bom, porque nos lugares em que nós andamos não lembro de ter visto nada que gritasse muito alto “turismo sexual”.

Por fim, Bangkok é uma cidade muito moderna e uma das principais no Sudeste Asiático, então você também vai encontrar muitos restaurantes de alta gastronomia tanto servindo comida local, como internacional. A cidade abriga todo mundo, desde a meca dos mochileiros àqueles que só querem saber de turismo de luxo.

 

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