O que fazer em Bangkok?

O dia de chegada em Bangkok incluiu o que foram, com toda certeza, algumas das horas mais desconfortáveis de toda a minha vida.

A chegada em si foi tranquila, passamos na vigilância sanitária para mostrar o certificado de vacinação contra febre amarela e pegamos uma filinha na imigração, mas nada muito exaustivo. Aliás, após 26 horas de viagem, nós estávamos bem exaustos de qualquer maneira.

O problema foi que chegamos no hostel eu acho que não eram nem 8h da manhã, e fomos avisados que só poderíamos entrar no quarto depois das 14h.

Representação real da minha alma ao ouvir que só poderia entrar no quarto em 6 horas.

Representação real da minha alma ao ouvir que só poderia entrar no quarto em 6 horas.

Bom, aí não tem o que fazer, né? Deixamos os mochilões guardados no hostel, demos uma esvaziada nas mochilinhas e fomos passear pela cidade. Debaixo do Sol forte, na umidade, com toda aquela nhaca de 30 horas de viagem, eu lembro de ter ficado encharcada de suor (sou uma pessoa altamente transpiradora) e de ter feito o Felipe querer voltar pra SP de tanto mimimi. Essa contextualização não tem nem nada a ver com as dicas do post, que são de coisas para fazer em Bangkok, mas o desabafo é importante e, também, uma breve justificativa ao fato de eu estar muito acabada em todas as fotos (pq, claro, o calor foi o mesmo durante quase todos os dias).

Twitter xuxameneghel oi gente sou eu xu ....caraca ...

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Na hora de seguir o conselho da Xu, verifique sempre se a garrafa está duplamente lacrada. Pior que sofrer com calor é sofrer as consequências de beber água contaminada!

Bom, nós só ficamos 3 dias em Bangkok e deu pra notar que, não só a cidade tem MUITO a oferecer para todo tipo de turista – assim como toda grande cidade – mas que os arredores também são cheios de atrações, possibilitando inúmeras day trips durante a estadia.

Inclusive, tenho notado que, ultimamente, as promoções de passagem para a Tailândia andam frequentes e excelentes; os preços em reais estão significantemente mais baratos do que paguei em 2014, com o dólar a R$2,40 (meu vôo custou R$3400, o que dava pouco menos que US$1500). Então confesso que ando bem tentada…

Grand Palace

Acho que este é o principal ponto turístico de Bangkok. Em todo os sites e livros em que procurei dicas do que fazer em Bangkok, lá estava o Grand Palace todo pimpão em primeiro lugar na lista. Confesso que não estava tão interessada assim nele, viu? Pelas fotos que tinha visto, achei que não estava com essa bola toda.

E me enganei.

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Gente, que lugar bonito. Até naquela minha situação de puro suor e lamúrias eu conseguia apreciar a grandiosidade do palácio. O que as fotos não mostravam eram os detalhes impressionantes na decoração e construção, muito ouro (inshalá), pedras preciosas e ladrilhos coloridos formando mosaico.

Coisas para fazer em Bangkok

A entrada do Grand Palace nos custou 500 BHT e, além de ser a sede do governo tailandês e residência real, o complexo também abriga o Templo do Buda de Esmeralda (cujas fotos não são permitidas), que eu achei bem bonitinho.

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Wat Pho, o templo do Buda Reclinado

Essa visita você pode fazer combinada com o Grand Palace, porque ele fica do outro lado da rua, muito fácil! O templo aqui é bem menor, mas o Buda é bem maior!! Fiquei realmente impressionada com o tamanho da estátua, super imponente e, ainda assim, toda entalhada. A entrada aqui custou 100 BHT por pessoa.

Vale lembrar que, em todo o Sudeste Asiático, para adentrar os templos, devemos sempre tirar os sapatos e ter joelhos e ombros cobertos, em sinal de respeito. Esta regrinha vale mais para templos ainda operantes e que tenham estátuas. Quando visitamos ruínas ou as estátuas estão meio aos pedaços, pode usar qualquer roupa.

 

Khao San Road

A Meca dos mochileiros. Sério, é o que você mais escuta sobre a Khao San Road. Mas o que faz dessa rua feiosa um lugar tão absurdamente incrível?!?! A facilidade de encontrar todo e qualquer serviço, desde McDonalds até falsificação de documentos (quer um diploma do MIT?). A oferta de hospedagem por lá também é abundante. Eu e o Felipe não ficamos hospedados lá, mas nosso hostel estava a 15 minutos de caminhada, então todos os dias acabávamos dando uma passadinha, pra comer, pra fechar, passeio, pra comprar souvenir, pra tirar foto pro visto do Vietnã e etc.

Só o que evitamos foi comprar souvenirs lá, até porque foi a primeira parada da viagem e ninguém queria queimar a largada no peso da mochila, né?
Mas, se você ama uma lojinha, já aviso: tem que ter muita paciência, porque o assédio dos vendedores é bem grande (quem vê pensa que tá faltando turista), você mal consegue ver as mercadorias com calma antes de já virem fazer oferta. Aliás, NADA lá tem preço! É tudo na base da negociação! Minha recomendação é não puxar assunto nem dar trela pro vendedor se você não tiver REAL interesse em comprar algo, eles são muito muito muito insistentes, então é bom ter disposição para pechinchar.

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Notem como todo mundo anda no meio da rua (é fechada para carros) e, o que seriam calçadas, estão forrados de ambulantes, um grudado do outro.

Lembrando que a muita oferta também traz consigo grandes variações na qualidade dos serviços. Mas, gente, na Tailândia TUDO* vai ser mais barato do que em qualquer outro lugar fora do Sudeste Asiático, então não se prenda a economias burras, pra depois não ficar todo ferrado e arrependido. Já vou adiantar sua vida aqui e deixar duas dicas de restaurantes na região: Ranee’s e Smiths. Eles ficam numa travessa imediatamente paralela à Khao San Road, mas vale muito a pena procurar, pois além de serem bem limpos e com comida bem gostosa, você acaba escapando do barulho e da confusão.

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Tatuagens e outros serviços que você preferiria não fazer no meio da rua também estão disponíveis. Ah, mas o Jack do Lost fez um montão de tatuagem na Tailândia, então acho que não dá ruim, não. Notem como eles ressaltam que os piercing são feitos por profissionais, gostei mais disso do que do grau de detalhamento do anúncio.

Também existe, claro, a opcão das barraquinhas na rua. Tailandês começa a cozinhar o camarão e o curry no meio da rua às 6h da matina!! Eu e o Fe ficávamos bem enjoados de andar na rua de manhã cedo e já aquele cheiro forte de comida mas, se for a sua praia, está dado o recado. Eu curto muito street food, mas acabei não aproveitando esse lado tão característico do Sudeste Asiático porque eu não ia conseguir comer comida quente debaixo do Sol, suando, e todos aquele sofrimento que vocês já sabem.

*Exceto o sorvete Haagen Dazs, esse achei bem carinho no quiosque do Grand Palace.

Jim Thompson’s House

Nosso roteiro nesta viagem estava bem flexível. Tínhamos algumas coisas certas que queríamos ver e fazer em cada cidade. Mas como é melhor fechar os passeios lá mesmo com as agências locais, acabamos tendo muita flexibilidade e também a oportunidade de sermos espontâneos ocasionalmente. Na verdade, o meu mochilão por Peru e Bolívia em 2015 foi mais ou menos no mesmo ritmo; estou curtindo esse novo jeito de viajar e muito orgulhosa da minha evolução. Apesar que não acho que isso funcionaria pra mim em qualquer destino.

Bom, mas voltando ao assunto, no nosso segundo dia em Bangkok estávamos bem sem planos. Nós queríamos fechar uma day trip, mas sabíamos que fechando naquele dia, só iríamos no passeio do dia seguinte. Foi aí que o Fe sugeriu de irmos visitar a Casa do Jim Thompson, pois uma amiga dele tinha ido e recomendado.

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Então podemos dizer que Bangkok é a cidade dos passeios surpreendentes, porque eu fui no “Jim Morrison” sem a menor expectativa e acabou sendo dos mais interessantes. Jim Thompson era um americano que, após a II Guerra Mundial, realocou-se para Bangkok e começou a exportar seda para o resto do mundo e depois desapareceu sem deixar pistas(estilo Amelia Earhart). Ele era um arquiteto e a casa ficou famosa, na época, por ser a diferentona da cidade. Hoje em dia, a casa é um museu e a seda Jim Thompson ainda é das mais chiques da Tailândia! Caso você esteja indeciso se deve ou não fazer alguma comprinha na loja do museu, não se preocupe, eles também tem lojas no luxuoso shopping Siam Paragon e no aeroporto BKK.

Passeio de Riverboat

Esse passeio a idéia foi um pouco melhor que a execução. Esse Riverboat que pegamos é o baratex, que faz parte do sistema de transporte público da cidade. A idéia era pegarmos o barco quando estivesse escurecendo para ver as luzes dos templos acendendo enquanto passeávamos pelo rio Chao Phraya, principalmente o Wat Arun que não havíamos conseguido visitar. Bom, o dia estava nublado e o por do Sol acabou demorando mais que o planejado, mas pelo menos conseguimos ver um pouco da cidade, acho que o saldo final foi positivo. E, como era nossa última noite na cidade, não ia dar pra escolher um dia de céu mais limpo anyway.

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O barco estava bem cheio, mas a maioria não era turista, então não tivemos problemas para ficar perto das janelas. Só fique atento pra estar perto da porta quando for chegando sua parada, senão existe o risco de você ficar pra trás.
Como dá pra notar facilmente pelas fotos, os contrastes entre o luxo e a pobreza extrema, infelizmente, ajudam a gerenciar a saudade do Brasil.

Shoppings

Sim, os preços de Bangkok são bons e eu e o Felipe algumas vezes ficamos pensando se não compensaria pras sacoleiras irem até lá ao invés de Miami. Claro que eu falo dos preços das coisas em geral; marcas internacionais e de luxo continuam sendo bem caras.

Esse Food Republic tem um conceito bem legal. Você coloca créditos em um cartão e vai gastando no quiosque que quiser, depois, se sobrar dinheiro, só passar no caixa e pegar.

Esse Food Republic tem um conceito bem legal. Você coloca créditos em um cartão e vai gastando no quiosque que quiser, depois, se sobrar dinheiro, só passar no caixa e pegar.

Na verdade, eu nem sou muito compreira, mas fiquei apaixonada pelos shopping de Bangkok! É muito legal porque tem um cruzamento de avenidas que tem uns 4 shoppings, um ao lado do outro ou interligados por passarelas. E o melhor, shoppings de todos os estilos! Tem o MBK Center que é o grande shopping Ching Ling (estilo Stand Center de SP, comprei alguns souvenirs lá no último dia), em que você tem total flexibilidade de negociar os preços antes de comprar; tem o Siam Discovery que tinha umas lojas no estilo vende-tudo cheio de quinquilharias asiáticas (de cosméticos à papelaria); o Siam Center era o meu preferido, porque tinha um andar inteiro só de comida. Aliás, pouco andei pelos outros andares, confesso. Ele tinha um estilo meio diferente, como se fosse feira de exposição, porque as lojas eram abertas e não como num shopping normal em que cada loja é como se fosse um cômodo. E, claro, tinha também o divo Siam Paragon que é o shopping mais luxuoso, mas com muitas comidas boas também!!

Basicamente, eu amava os shoppings pela comida, confesso. Porque eu sempre vou amar tudo que me apresente uma oferta ilimitadamente variada de gordices.

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Acho que nessa foto dá pra entender um pouco o estilo desconstruído do Siam Center. E, aliás, muito bons os bolos e doces deste lugar!!

O melhor! Esse conjunto de shoppings fica super pertinho da casa do Jim Thompson e também do LiT Bangkok, o hotel em que passei minha última noite antes de voltar ao Brasil. Aliás, sensacional o hotel, vou falar dele em um próximo post! Nesse fim de viagem eu só fiquei aproveitando meu quarto lindo com meu Kindle e indo passear e comer nos shoppings. Definitivamente os melhores momentos da viagem (sorry, Fe!).

Day Trips

Como disse acima, as opções de day trips são muitas. Nós fizemos apenas uma, para Ayutthaya, que durou o dia todo, com almoço incluso. Eu pretendo fazer um post só sobre esse passeio, mas você também pode visitar, por exemplo, o Parque Nacional Erawan e Kanchanaburi, onde foi construída a Ponte Sobre o Rio Kwai na II Guerra Mundial. Esse era um passeio que eu queria muito fazer, mas vou deixar pra próxima, já que o cronograma não permitiu desta vez. Outros destinos bem populares para day trips são o Tiger Temple e o mercado flutuante, mas estes, sinceramente, não me apeteceram tanto.

Antes de finalizar o post, deixo com vocês meu grande tesouro. Tirei foto pra guardar comigo pra sempre, o melhor anúncio de instituto de depilação que vi na vida. Minha opinião: melhor se chipanzé do que usar um biquini que nem cobre o cofre, sabe?

Antes de finalizar o post, deixo com vocês meu grande tesouro. Tirei foto pra guardar comigo pra sempre, o melhor anúncio de instituto de depilação que vi na vida. Minha opinião: melhor ser chipanzé do que usar um biquini que nem cobre o cofre, sabe?

Claro, Bangkok também é mundialmente conhecida pelas muitas festas e baladas para todos os gostos. Mas aí eu já não vou poder dar indicações; primeiro porque sou uma pessoa bem caseira e, segundo, porque não tem nada a ver ir na balada com cunhado, né? rs Mas, no final, eu acho isso até foi bom, porque nos lugares em que nós andamos não lembro de ter visto nada que gritasse muito alto “turismo sexual”.

Por fim, Bangkok é uma cidade muito moderna e uma das principais no Sudeste Asiático, então você também vai encontrar muitos restaurantes de alta gastronomia tanto servindo comida local, como internacional. A cidade abriga todo mundo, desde a meca dos mochileiros àqueles que só querem saber de turismo de luxo.

 

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Meu Roteiro no Sudeste Asiático

Hoje eu vim aqui falar pra você ir ao Sudeste Asiático. De quebra, ainda te dou umas dicas de como montar o roteiro.

Durante os meses em que planejei minha viagem e, mais ainda depois que voltei, conversei com muita gente curiosa que sonhava em conhecer a Ásia (principalmente as praias da Tailância e Angkor Wat, no Camboja) e eu ficava me perguntando: “E por que não vão?”!!

Tem gente que acha muito longe.

E vôo longo costuma significar vôo caro. Concordo. Mas promoções de passagens para lá não são assim tão raras, basta aguardar e confiar. Depois que chegou lá, todos os outros gastos (hospedagem, comida e passeios) podem ser bem baixos, mesmo que em dólar. Acredito muito que, considerando-se o valor total, uma viagem de três semanas pelo Sudeste Asiático não sai muito mais cara do que uma semana em Londres ou NY. 

Meu Roteiro no Sudeste Asiático

Pôr do Sol em Railay Beach, Tailândia.
Pôr do Sol ainda tem acento?

Tem gente que tem medo. 

Medo da comida?
É uma delícia! Garanto que larvas, cachorro e escorpiões não fazem parte da alimentação diária em nenhum dos países que visitei. E se você resolver uma dia que não aguenta mais nem ver arroz e macarrão, não é difícil encontrar restaurantes que sirvam comida ocidental. Fora que vende Pringles em qualquer mercadinho, rs.

Um medo que eu tinha era de passar mal por causa da comida e perder passeios. Mas – ALERTA DE OVERSHARING – a única vez que reinei durante a viagem foi num dia que tinha comido um waffle com morangos, sorvete e chantilly. Ou seja, motivos totalmente ocidentais. Acho que um desequilíbrio osmótico, rs. No geral já não sou muito chegada à pimenta, isso com certeza ajudou, e comíamos em restaurantes sempre que possível. Não era por nojinho da comida de rua, não. Mas na Tailândia era sempre MUITO calor, aí nunca me dava apetite debaixo do Sol e, no Vietnã eu lembro que tinha nojo de sentar pra comer com as motocas cuspindo fumaça em mim.

Ah! A gente também teve ajuda extra. Minha nutri nos indicou um probiótico que melhorava a flora e a imunidade intestinal. E, além disso, também tomei vacina contra cólera, ETEC (uma cepa de E. coli que causa a diarréia do viajante) e hepatite A. Notem que rolou uma certa paranóia, né?

Medo de não saber o idioma?
Quase todo mundo que lida com turistas lá fala um pouco de inglês. A maioria das placas e avisos também costumam ter tradução para o inglês. Ah! Mas você não fala inglês? Então, sorria. Em todos os países pelos quais passamos as pessoas eram super solícitas e simpáticas, sempre dispostos a auxiliar os turistas (afinal, turismo gera bufunfa, né?). Então sorria e se joga na mímica que vai ser sucesso!

Medo de violência?
Esse é dissipado logo nas primeiras pesquisas. Mas minha família não pesquisou, né?

Então quando contei que ia sozinha para a Ásia, meus pais e minha irmã entraram em pânico. Eu ia ser assaltada, estuprada, roubada, assassinada, vendida… enfim, deu pra entender o contexto Busca Implacável, né? Aí acabou que minha irmã mandou o marido ir viajar comigo, aproveitando que ele tinha muitos dias de férias para tirar. Vou te falar que mesmo arranjando companhia masculina e – supostamente – protetora, por muitos meses qualquer comentário feito sobre a viagem era feito em tom acusatório como se eu fosse uma louca inconsequente.

Mas-porém-todavia-entretanto, nos mais de 20 dias que passei no Sudeste Asiático, não houve nenhum momento em que achei que seria ataca se não fosse pelo Felipe do meu lado.

Templos de Angkor, no Camboja

Templos de Angkor, no Camboja

Brasileiro tem mania de achar que todo país pobre é violento igual o nosso, mas a coisa não é bem assim. Basta tomar cuidados básicos e ter bom senso. A única cidade em que fomos alertados sobre crimes foi Hanói. Lá tem muitos batedores de carteira mas, até onde nos falaram, batem só a carteira e não em você. Então é só ficar bem de olho nos seus pertences. Abordagem violenta é bem rara. Será que por causa do budismo? Todo mundo zen?

Enfim, daria pra eu ter ido sozinha sem problemas. E, com certeza, você também.

Também, muita gente acha que não pode ir pra Ásia antes de ir pra Argentina, Chile, Canadá, EUA e mais trocentos países europeus. Mas uma percepção que eu tenho é que muita gente tem a Tailândia como super viagem dos sonhos e fica “desperdiçando” férias em outros lugares.

Viagem não é igual faculdade que você precisa cursar algumas disciplinas porque são requisitos para cursar outras mais adiante no curso. Meu avô mesmo perguntou por que eu não ia pra Itália ou para a Suíça ao invés desses países esquisitos. A minha resposta não poderia ser mais simples porque, no momento, eu não tenho a menor vontade de ir a esses lugares.

Desapeguem da idéia de que precisa ficar montando currículo turístico. Gente, eu nunca nem fui pro Paraguai e tô aqui, atacando de blogueira. Se for seu sonho, vai lá e faz!

Mas… cadê o roteiro?

Ótimo! Agora que já resolvemos este ponto, vamos ao planejamento do roteiro. Esse mochilão não foi uma viagem exatamente complexa de planejar, você não precisa ser um viajante super experiente, mas precisa se dedicar. Ou contratar alguém que faça essa parte por você.

O primeiro passo é determinar quantos dias você terá para essa viagem. Como é muito longe, recomendo pelo menos 15 dias. Menos que isso, acho que o cansaço da viagem e da diferença de fuso horário não compensam; reduz muito o tempo útil de viagem.

O segundo passo é escolher os destinos. Esse é o mais difícil, várias escolhas de Sofia nesse passo. Eu fui lendo o Lonely Planet e minha lista só ia aumentando. Depois de umas três sessões de cortes para tornar o número de cidades compatível com o tempo de viagem (média de três noites/cidade), a lista de países ficou em Tailândia, Vietnã e Camboja. Antes de bater o martelo, ainda trocamos o Norte da Tailândia por Luang Prabang no Laos, e precisamos cortar Ho Chi Minh City, no Vietnã e Phnom Penh, capital do Camboja. Acabamos batizando nossa viagem de “Southeast Asia: Greatest Hits”.

Cada escolha uma renúncia, isso é a vida.

Cachoeira Tad Sae. O Laos foi uma boa escolha.

Cachoeira Tad Sae. O Laos foi uma boa escolha.

O terceiro passo foi montar a ordem da coisa toda. Compramos a passagem internacional ida e volta de Bangkok, com escala em Abu Dhabi, pela Etihad. Recomendo começar e terminar em cidades como Bangkok, Cingapura ou Kuala Lumpur, pois a logística de vôos é melhor, a viagem fica menos eterna.

Nós partimos de um raciocínio muito bom e do qual sou muito adepta: comece pelo perrengue e vá progredindo ao descanso. Então começamos pelo Laos, que “com certeza é superroots e sem estrutura”e terminamos com uma semana fazendo vários nadas nas praias da Tailândia.

Em teoria, nosso roteiro estava genial. Só que acabamos nem sempre encontrando vôos baratos disponíveis entre as cidades. Só que, quando chegou lá, amamos o Laos super lindo e estruturado para o turismo, e o maior perrengue dureza da viagem eu passei exatamente em uma praia da Tailândia. E, claro, vou contar tudo em um post futuro que deve entrar no ar em algum momento nos próximos 10 anos.

O ponto é que eu recomendo que você teste todas as variáveis para ver os trajetos mais em conta e, a partir daí, decidir a ordem das suas visitas. Claro que de ônibus é sempre mais barato, mas como tínhamos só alguns dias, a intenção também foi otimizar o tempo.

No final, ficou assim:

20/10/2014: embarque em GRU rumo a Bangkok

22 a 25/10/2014: Bangkok

25 a 28/10/2014: Luang Prabang

28 a 31/10/2014: Hanói (com Ha Long Bay)

31/10 a 04/11/2014: Siem Reap

04 a 07/11/2014: Krabi – Railay Beach

07 a 10/11/2014: Krabi – Koh Phi Phi

10 a 12/11/2014: Bangkok

12/11/2014: retorno a GRU

Sobre as praias, resolvemos ficar só no mar de Andaman, pois chove muito no Golfo nessa época do ano.

Fiquei uma noite em Bangkok antes de voltar, porque o Fe queria passar uma noite em Abu Dhabi e eu não quis. Tive medo dele me vender em troca de camelos.

Grand Palace de Bangkok, na Tailândia

Grand Palace de Bangkok, na Tailândia

Em Bangkok não tem problema ficar mais tempo do que eu fiquei. Em capital sempre tem muita coisa pra ver, fora que a cidade também pode servir de base para várias day trips. Mas não me arrependo de ter ficado pouco, quem sabe não volto depois?

O que eu faria de diferente: tiraria uma noite de Siem Reap e colocaria em Hanói. Os templos foram legais, mas achei que ia fazer 2 ou 3 dias de tour e depois vi que, pra mim, um foi super suficiente. Por outro lado, gostei demais do Vietnã e vi várias coisas pela cidade que não tive tempo de ir.

Ah, Vietnã. Essa barra de chocolate que eu só pude dar uma única mordida. Um dia volto pra lá também.

Ha Long Bay, no Vietnã

Ha Long Bay, no Vietnã

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Hospedagem no Atacama

Você sonha em conhecer o Atacama desde criança? Pois é, eu também não. Nunca nem considerei ir pra lá até que, um dia, ele caiu no meu colo. Acho que foi navegando em algum blog de viagem, fui vendo fotos das paisagens, dos hotéis, das comidas e, quando dei por mim, já estava obcecada.

Mas, por que cargas d’água um parágrafo tão auto-biográfico abrindo um post sobre hospedagem, que deveria ser super prático?

Porque foi a variedade de opções de hospedagem no Atacama a primeira coisa a me chamar atenção neste destino. Para ser mais específica, as opções rhycas.

Quem já leu mais de um post nesse blog (sério, não precisam ser muitos) já sabe que eu adoro planejar minhas viagens e que é um dos meus hobbies favoritos. Mas confesso que enlouqueci quando vi a quantidade de hotéis de luxo que já incluem todos os passeios e refeições. Aquela sensação de já estar tudo pago e resolvido e sua única preocupação ser curtir a viagem é tão irresistivelmente acalentadora!

Lógico que na hora H, o meu orçamento não foi compatível com a minha utopia do luxo. Mas se você tem um orçamento mais folgado ou quer fazer dessa viagem um momento extra-especial (comemorações, lua de mel e etc), sugiro que dê uma olhada nos pacotes all-inclusive do Tierra Atacama, Alto Atacama e do Explora. Nestes hotéis, além da opção de incluir todos os tours e refeições no valor da diária, o hóspede pode usufruir de luxos como ducha ao ar livre, serviços de SPA e, hóspedes do Explora ainda têm acesso algumas áreas exclusivas nos Termas de Puritama.

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Varandinha simples do Alto Atacama

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Suíte do Explora

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Suíte do Tierra Atacama

Para a turma do luxo pagável, o Atacama também não deixa a desejar. Aliás,acho que a maioria dos hotéis acabam caindo nessa categoria. E são concorridos, viu? Para reservar um quarto no Kimal, Poblado Kimal, Cumbres ou Casa Solcor Boutique, procure fazer sua reserva com muitos meses de antecedência. Estes hotéis oferecem muito conforto com uma maquiagem rústica. Todos possuem piscina, restaurantes e, o mais importante, wifi gratuito!

Na foto: a piscina do Kimal; os quartos bangalôs do Poblado Kimal; e os quartos do Cumbres e Casa Solcor, respectivamente.

No front econômico é que a coisa pega um pouco. É que, mesmo as opções mais simples, não tem tarifas que dê pra considerar SUPER barato. O Chile, e principalmente o Atacama, estão um pouquinho acima da média de preços que a gente espera pra uma viagem na América do Sul. Eu fiquei no Hostel Campo Base e gostei bastante! O hostel tinha mais jeito de pousada do que de hostel; pessoal e ambiente tranquilo, funcionários solícitos, café da manhã super farto, toalhas, quartos confortáveis e o banheiro do corredor sempre limpo, sendo que eles também oferecem opções de quarto com banheiro privativo. Pra facilitar a vida do turista, o hostel conta com wifi gratuito (e computadores com internet) e um balcão onde você pode já fechar os passeios sem precisar garimpar pela cidade (os preços eram bem honestos, e eu acho que o convênio deles é com a Desert Adventure).

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Meu quarto no Campo Base

Foi minha primeira experiência oficial com banheiro compartilhado – em Londres ficamos em quarto com banheiro privativo mas às vezes eu ia no do corredor porque era, digamos, mais arejado – e serviu muito pra desmistificar, tanto que agora não desconsidero mais essa opção quando vou reservar quarto. Única vez que tive problemas foi uma noite em que fui tomar banho bem tarde e o banheiro estava com o chão molhado, acho que o amiguinho não sabia que a cortina tinha que ficar do lado de dentro e àquela hora, as faxineiras já estavam em suas casas, no sétimo sono. Mas chão molhado nem é um problema de verdade.

Mas, voltando à SUA viagem… Outras opções econômicas e com dignidade que apurei foram o Hostel Pueblo de Terra, que é o mais carinho da lista, mas tem banheiro em todos os quartos e uma área comum que as fotos do Booking indicam ser luxuosíssimas; e, para o público mais jovem e mochileiro, o super bem localizado La Ruca; e o Hostal Mamatierra, que oferece a melhor relação custo/nota no Booking que eu consegui encontrar.

Hospedagem Econômica no Atacama

Na foto: piscina do Pueblo de Terra, dormitório do Mamatierra e cozinha comum do La Ruca.

Observe que sua melhor chance de conseguir um lugar legal por um preço muito bom, ou pelo menos abaixo da média, é ficar mais afastado do centro, da rua Caracoles. A cidade continua sendo pequena, então você vai caminhar no máximo 15 minutos para ir ou voltar do jantar. Sem contar que, para muitos passeios, a agência et busca na porta do hotel. Eu tinha ido bem preocupada em ficar bem perto da Caracoles, mas no final não achei tão fundamental assim, não. Então se você precisar/preferir fazer a viagem com o menor orçamento possível, hospedagem e restaurantes são os itens que podem te oferecer as maiores economias.

Por fim, aviso que os melhores hotéis, hostels e pousadas esgotam muito rápido, por isso, comece suas pesquisas e reserva com uns 6 meses de antecedência. Concordo que parece exagero, mas os hotéis não são muito grandes então enchem rápido mesmo. Estou alertando… depois não me venham com xurumelas.

Essa coletânea de hotéis é meu argumento finalizador para comprovar que um dos aspectos mais legais de uma viagem pro Atacama é a universalidade. É um destino que me entusiasma muito e  tem tudo para agradar viajantes de todas as idades, gostos, orçamentos; virou minha recomendação número 1 para qualquer pessoa que esteja em dúvida sobre onde passar as próximas férias.

Obs: Fotos fornecidas como divulgação dos hotéis, retiradas do Booking, com exceção do Hostel Campo Base.

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Atacama: Salar de Tara

O blog não morreu, tá, gente? E eu nem desisti dele. Só caiu um pouco nas minhas prioridades de hobbies, mas eu continuo viajando, então continuarei postando. Fora que, esse negócio de Atacama é complicado, eu sofro muito selecionando fotos pros posts. Na próxima viagem vou fazer uma regra de 10 fotos ao dia no máximo, pra facilitar minha vida depois. Até parece…

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Mas vamos ao que interessa! Nosso último passeio no Atacama foi o Salar de Tara, e eu achei ótimo que tenha sido assim. Acho que, depois de Tara, todos os lugares teriam perdido um pouco da graça. Recomendo muito deixar para o último dia.

Tinha contado no outro post de nossa saga pra reservar esse passeio e, como o preço tinha sido abaixo da média, estávamos um pouco com medo que que teríamos que encarar. A sorte foi que, no dia anterior, acabamos conhecendo na laguna Cejar um casal que iria com a gente no mesmo tour para Tara. Eles contaram que já tinham feito um passeio com nosso guia e que ele era  Mago do Atacama. Jorge já foi piloto da Força Aérea, já levou a equipe da Ana Maria Braga pro Atacama, já subiu vulcão com o Nando Reis, já levou reportagem da National Geographic pelos Andes todos… enfim, deu pra sacar que estaríamos bem acompanhadas, né?

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Jorge empilha uma pedrinha nesse montinho a cada vez que vai a Tara. Quando eu fui, em março de 2014, já eram mais de novecentas.

Jorge nos pegou do hostel por volta das 6h30; esse passeio é menor, cabem umas oito pessoas só na van. Então logo já estávamos a caminho de Tara. Para chegar lá, tem bastante sinalização, mas depois, pra chegar no salar, não tem NADA. Por isso é importante fechar esse passeio com uma agência, com guias sérios que realmente conheçam o local e que tenham celular via satélite, para o caso de qualquer imprevisto.
É muito fácil a pessoa que resolve ir por conta própria se perder e morrer tentando encontrar o caminho de volta. E não; não estou exagerando.

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Banheiros naturais de Tara, porque lá não é parque nacional como os outros lugares.

Depois de umas duas horas de estrada até quase a Bolívia, chegamos no local do nosso café da manhã ao ar livre. Uma imensidão, com umas formações rochosas meio impossíveis e enormes. Tudo no Atacama é enorme. Menos a gente. Atacama é bom pra gente ter noção do nosso tamanho no mundo; altamente educativo nesse sentido.

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Las Catedrales de Tara

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A frase agora seria: “depois de mais estrada…”, mas não tem estrada não. É puro rally free-style no deserto! Mas depois do café da manhã, fomos visitar umas formações rochosas conhecidas como Catedrales de Tara. Essas são formadas principalmente por erosão eólica (vento).
De lá, conseguíamos ver o salar à distância. Parecia uma paleta de pintor, com as manchas de tintas de várias cores e tons se misturando. Quanto mais nos aproximávamos, mais colorido ficava, mais detalhes conseguíamos perceber.

Salar de Tara, Atacama

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Eu não só deixei a lente “de zoom” em casa, como esqueci também o parasol…

Almoçamos perto dessa casinha aí. Mas lá também não tinha WC.

Almoçamos perto dessa casinha aí. Mas lá também não tinha WC.

E foi assim que almoçamos: ao ar livre, vendo a lagoa, o salar, as catedrales, e as montanhas nevadas ao fundo. Quando você for para lá, seja mais esperto do que eu, leve lentes de zoom potente, faça foto panorâmica, mas conforme-se de que NADA, NADA NUNCA vai fazer jus àquela paisagem maravilhosa.
Então deixe a câmera de lado um momentinho e aproveite o passeio com os 5 sentidos, em 360 graus.

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Atacama: Laguna Cejar e Tebinquinche

No mesmo dia que fizemos o passeio às lagunas altiplânicas pela manhã, seguimos à tarde para a laguna Cejar. Foi bem corrido, só deu tempo de atualizar as mochilas e almoçar uma empanada rapidinho. Saímos de SPA por volta das 16h e chegamos ao nosso destino depois de uns 20 minutos.

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Esse passeio teve 3 paradas e a primeira era a laguna Cejar. A lagoa é de água salgada e, como a concentração de sal é muito alta, você bóia como no Mar Morto. Dessa vez até tinha levado todo o equipamento para nadar mas, na hora, arreguei.

Laguna Cejar

A água era muito gelada e, apesar de estar fazendo um calor insuportável, o sal foi fator definitivo na minha escolha. A galera saía de lá com uma crosta de sal na pele e, mesmo tomando ducha depois, não fica perfeito, né? Eu sou bem desanimada com esses desconfortos. E não queria ferrar toda a minha pele.

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Esguichinho pra tirar a crosta de sal da pele da galera. Esse foi levado pelos guias das agências (todas tinham).

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Ducha pra tirar o resto de sal depois do não-mergulho.

Fora que a lagoa tem uns 13 metros de profundidade. A gente não afunda, mas me deixa desconfortável porque eu fico pensando que pode ter um kraken morando lá no fundo, sabe?

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Já tá bom de justificativa? rs Então vamos prosseguir… A parada na laguna Cejar foi coisa de uma hora, e o Sol estava muito ardido. Esse foi o dia em que o calor mais me incomodou, porque lá não tem nenhum lugar com sombra. Tem uns vestiários, umas duchas, mas tivemos que improvisar a sombra. Mas, pelo menos, minha amiga também não quis nadar, então ficamos conversando enquanto o povo se temperava.

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Segunda parada: Ojos del Salar. Essas são duas lagoas bem redondas, e não tem rasinho pra você ir entrando aos poucos. Ela é como uma cratera mesmo. Um dos ojos está aberto para banho, mas aqui não tem aquela mamata de flutuar. Então só entre se você souber nadar, porque o negócio é muito fundo (e certeza que tem monstros morando lá).

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O que o guia nos explicou é que ninguém sabe ao certo como essas crateras se formaram, mas a teoria que ele nos apresentou achei bem plausível. Ele falou de um rio subterrâneo com um obstáculo no meio do curso, que acabou segurando a água. A hipótese é de que, em alguns pontos, o solo que estava em cima do rio era mais frágil e acabou colapsando, dando origem aos Ojos del Salar.

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Pra mim fez sentido essa teoria porque, se você observar as bordas das crateras, parece mesmo que a terra caiu.

O caminho para a laguna Tebinquinche foi a melhor parte do passeio. Sério. Nosso guia, muito louco, falou que quem quisesse poderia fazer o trajeto em cima do caminhão!

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Acho que sou a quarta sombrinha, contando da direita.

Achei engraçado porque tinha uma família com duas crianças no nosso grupo esse dia. E o pai foi com a filha mais velha no teto do caminhão conosco, enquanto a mãe ficou lá dentro com a filha mais nova. SUPER me identifiquei, haha! Fosse esse passeio há 20 anos, eu muito ia fazer meu pai subir comigo (porque minha mãe nunca ia me deixar ir sozinha).

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Laguna Tebinquinche

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Fiquei meio cotoca nessa foto, né?

A laguna Tebinquinche é um super lago de sal. E lá tem aquela brancura imensa que eu tinha esperado encontrar na laguna Chaxa. Não conseguimos tirar fotos melhores porque estava bem cheio quando chegamos e o Sol já indo embora.

Pegadas do Yeti

Pegadas do Yeti

Enquanto batíamos vários retratos, o guia e o motorista ajeitavam nosso happy hour. Ficamos curtindo o pôr-do-Sol (tem hífen ainda isso? e circunflexo?) tomando uns piscos e comendo salgadinho. Foi bem gostoso e eu vi que várias agências também oferecem essa programação. Com certeza deu um toque especial pro passeio (principalmente, pra quem perdeu o caminhão, rs).

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