Muito além da roupa suja

Usando dinheiro no exterior

O assunto de hoje é complexo: dinheiro em viagem. A minha intenção não é fazer um compêndio com detalhes de cada forma de usar o dinheiro no exterior, porque isso (como sempre) depende do estilo e objetivos de viagem de cada pessoa.

Outro fator que também influencia é a taxa de cada banco e qualquer imposto novo que o governo acorde com vontade de cobrar.

Pra mim, a única coisa que é mais absoluta nesse sentido é: não leve todo o seu dinheiro em cash (papel moeda). Em 1990, também era legal levar todo o dinheiro assim, guardar nas doleiras (aquela pochete que usamos por baixo da roupa) e gastar comprando aparelho de fax e secretária eletrônica na Victor’s de Miami.

Em 2013, milhares de dólares em cash podem ser úteis para pagar um resgate ou subornar um mafioso. Fora isso, é cafona. Gente, a tecnologia nos permite meios tão mais fáceis e seguros que chega a ser cafona levar bolos de dinheiro com você. Depois você tem que ficar separando, deixando parte no hotel, parte debaixo da roupa, debaixo da palmilha do tênis… aí, você se empolga na Sephora e o dinheiro acaba, tem que ir no hotel/banheiro pegar mais… maior trabalheira! E pior, trabalheira desnecessária!

Usando dinheiro no exterior
Levar todo o dinheiro em cash tão cafona, que essa é a opinião de alguém que usa Crocs. Roxa.

E, sim, eu já viajei com todo o meu dinheiro em cash, porque fui ludibriada por meus pais de que era o melhor jeito. Foi um saco! Levei cash e travellers check. TC é uma maneira um pouco melhor do que cash, mas tenho visto muitos relatos de pessoas contando que esse método de pagamento não foi aceito em alguns lugares. Acho que está caindo em desuso e, com a multiplicação dos cartões pré-pagos, isso faz todo o sentido.

Atualmente, faço assim: para os gastos miúdos do dia-a-dia, faço saque em caixa eletrônico com o meu cartão de banco. Para usar esse método, é preciso verificar se o seu cartão é internacional, se tem bandeira Cirrus ou Plus no verso e habilitar a opção de saque internacional junto ao banco. Desse jeito, você consegue pegar um dinheirinho com uma taxa de câmbio mais amiga.

Dois pontos de atenção nessa história de sacar o dinheiro do caixa eletrônico:

  1. O banco cobra uma taxa por saque. O caixa eletrônico também cobra uma taxa. Não costumam ser super taxas, fica coisa de 10 reais por saque. Mas aí você não vá ficar me sacando cinquentinha de cada vez, né? Faça-me o favor! Geralmente saco uns 200 ou 300 dólares por vez, para valer a pena. 
  2. Existe um limite para os saques. O valor exato você deve checar com o seu banco. Mas o fato é que não dá pra ficar sacando tooooodo o dinheiro usado na viagem. Por isso eu uso para os gastos menores do dia-a-dia. Um passe de metrô, um sanduíche, um souvenir, etc.

Para os gastos maiores, levo um VTM (cartão pré-pago) carregado com um valor compatível com a duração e objetivo da viagem (essa minha compatibilidade com a duração da viagem geralmente é um pouco diferente do conceito usado pela Receita Federal, confesso). VTM é uma coisa linda, mas eu também não aconselho levar todas as suas reservas nesse cartão, porque você pode perder. Em caso de perda, basta entrar em contato com a empresa e eles te enviam o cartão em 3 dias úteis. Só não é legal quando você é meio relapso, como eu, e perde o cartão na sexta à noite. Aí tem que ficar vários dias pegando empréstimos com o seu pai, que sempre leva tudo em cash. Imaginem toda uma questão de orgulho e eu pagando minha língua envolvida nessa história.

Usando dinheiro no exterior
Recomendo levar sempre essa brochurinha que acompanha os cartões pré-pago, não ocupa espaço e contém informações valiosas.

Correndo por fora, estão os cartões de crédito internaiconais. Deixo sempre com o aviso de viagem ativado. Como o cartão de crédito é o que tem o IOF menos vantajoso – 6,38% contra 0,38% dos outros métodos – acabo usando só em casos mais emergenciais mesmo.

UPDATE! Desde o final de Dezembro de 2013, o governo brasileiro uniformizou o IOF para as transações internacionais. Agora, o imposto é de 6,38% para TC, débito, crédito, carga de cartão pré-pago (VTM) e saque de conta corrente em caixa eletrônico no exterior. ´Faz parte do processo de argentinização do Brasil. Considerando impostos, a maior economia, por enquanto, é na compra de papel moeda, cujo IOF se mantém a 0,38%. Mas, como eu continuo achando O FIM, levar bolos de dinheiro em viagem (fora que pode ser maior dor de cabeça caso sua viagem inclua mais de uma país), ainda não sei o quanto essa nova regra irá mudar meus métodos. Uma coisa é certa: ficarei mais pobre, independente do método escolhido. E vocês também.

Status: aguardando  o lançamento da Bolsa Férias pello governo brasileiro.

3 Respostas para Usando dinheiro no exterior

Deixe um Comentário