Celular no exterior: um passo a passo

Eu já falei um pouco aqui no blog do quanto um smartphone habilitado pode ser útil numa viagem. Você pode ligar para o amiguinho que viaja com você, para sua família no Brasil, faz inveja pra turma do Instagram, se localiza com um mapa, se entedia mais ainda olhando o Facebook durante alguma espera… Os usos do celular no exterior são muito e, há algum tempo, declarei minha independência do computador e do wi-fi do Starbucks!

Este post não é sobre compras de celulares que você vai usar no Brasil. Eu não sou muito informada das regras de operadoras, desbloqueios e afins. O texto é sobre o uso do celular durante sua viagem.

 

1. Desbloqueie o seu celular

Gente, fala sério! Isso é um negócio que tem que fazer mesmo que não vá viajar. Perrengue zero e total flexibilidade na sua vida. Então, caso você não tenha o seu aparelho desbloqueado, entre em contato com sua operadora, eles fazem na hora!

O celular desbloqueado funciona normalmente com o chip (cartão SIM) de qualquer operadora, e isso é vantagem para qualquer um.

 

2. Desbloqueie o seu número

Desbloquear o número para o Roaming Internacional é importante, na minha opinião, para casos de emergência. Eu não recomendo usar telefone e internet do celular, fora do Brasil, usando o roaming. As operadoras cobram uma fortuna pelas ligações e dados!

Mas pode ser muito útil ocasionalmente. Afinal, nunca vi venderem chips no balcão da imigração!
Eu não conheço sua mãe, mas a minha gosta de saber que estou bem assim que eu desci do avião, se eu demorar porque tinha fila ou a bagagem atrasou, ela começa a ficar aflita. Então eu preciso que meu celular consiga mandar SMS.

Acho que Roaming Internacional é o tipo da coisa que você quase se esforça para usar o mínimo possível (eu costumo me ater aos SMS), mas que terá perrengue se não tiver sequer a opção de usar. Como eu sei? Esqueci de fazer isso com o meu celular novo, ué! Ao sair do aeroporto, fiquei totalmente incominucável e tive que usar Wi-fi pago (!) para conseguir encontrar minha mãe e irmã no hotel. Uma vez pra nunca mais!

Aliás, é bem isso mesmo. Depois que você habilita uma vez, ele estará habilitado para todo o mundo e para todo o sempre. Também não tem porque não fazer.

 

3. Avalie suas necessidades

Putz! O maior clichê desse blog, né? Mas, cada viajante é um viajante e cada viagem é uma viagem… então vamos lá! Duas coisas que são legais de avaliar antes de tomar qualquer decisão. A primeira, é se você vai precisar de celular durante a viagem. Nessa última viagem à Disney, eu sabia que teria Wi-fi gratuito no hotel e nos parques (putz, mas é ruinzinho o dos parques, viu?), nos shoppings também tem em quase todo canto, então nem me preocupei em comprar SIM card. Foram raras as vezes que usei o roaming para fazer uma ligação express ou enviar SMS, então acabou que o chip não compensaria mesmo.

O outro ponto é se você vai precisar usar seu número brasileiro durante a viagem. Meu pai é médico (Maria Joaquina feelings) e tem que ter o celular sempre disponível pro caso de alguém da equipe precisar falar com ele. Eu sou o contrário; mal falo no telefone aqui no Brasil, então todo mundo já sabe que é melhor me procurar por email mesmo (fora que nunca é nada urgente de verdade).

Se você precisa do número brasileiro mas quer também um internacional (para falar com seus companheiros de viagem, por exemplo), você pode:

  • comprar um celularzinho pré-pago baratex. Geralmente, os modelos mais baratos são bem furrecos, então não costumam ter muitas funções de smartphone.
  • usar um celular que funcione com dois chips. Aí ainda tem a vantagem de não precisar andar com dois telefones.
  • levar um smartphone mais antigo. Fizemos isso uma vez e foi bem legal. Eu tinha acabado de trocar o celular e emprestei pra minha irmã viajar. Foi bom porque ela conseguiu manter o número brasileiro e usar um smartphone com todas as funções habilitadas nos EUA (por uns 40 dólares).

 

4. Compre um cartão SIM internacional

É muito fácil! Basta ir na loja de uma operadora e pedir. 😉

Recomendo fazer uma pesquisinha antes para saber quais são as operadoras do país que você vai e os planos que elas têm disponíveis. Assim você pode pedir direto o que quiser e também já leva suas dúvidas para serem esclarecidas pelo pessoal da loja.

Eu costumo ver disponíveis planos em que você paga uma quantia fixa do pacote por um mês (e aí recarrega todo mês? Alguém sabe? Nunca fiquei fora tanto tempo…) ou que carrega os créditos normalmente e paga uma pequena quantia por dia (por exemplo, 3 dólares).

Valores, quantidade de minutos e dados variam de acordo com a operadora e plano, essas não valem a pena eu colocar aqui, pois podem mudar a toda hora. Então, recomento que vocês vejam nos sites oficiais mesmo. Inclusive, é possível habilitar esse novo chip para fazer chamadas para o Brasil, e as tarifas costumam ser melhores que todas as outras opções (Embratel, cartão, etc).

Nos EUA, eu já usei a AT&T e a T-Mobile; acabei gostando mais da primeira. Apesar de ter comprado o 4G da T-Mobile, não achei a internet meio lenta, não sei o que houve.
Deixem nos comentários as experiências de vocês com os planos e operadoras pelo mundo!

 
 

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    • Oi, Lara!
      O passo a passo é para quem quer usar o mesmo celular do Brasil. A Anatel obriga todas as operadoras do Brasil a vender os aparelhos desbloqueados ou, então, desbloquear sem custo para o consumidor.
      No caso de celular com contrato comprado no exterior, aí sim, será necessário desbloquear. Mas aí também sai do escopo do blog, que fala de viagens e não de hacks tecnológicos.