Muito além da roupa suja

Como escolher um hotel?

Hoje vou falar sobre a decisão que pra mim é sempre a mais penosa durante o planejamento de uma viagem: escolher um hotel. Vou contar um pouco como faço para decidir hospedagem; o que, como sempre, deve ser um processo bem mais neurótico que o normal. Estou optando por expor este meu lado, porque tenho notado que minhas neuroses tem ajudado muito a galera por aqui.

Eu poderia, na verdade, resumir esse post em duas dicas-base. Entenda que dificilmente a escolha será perfeita sob todos os aspectos, e que geralmente temos que abrir mão de uma coisa ou outra. Por isso é fundamental você saber do que não quer abrir mão. A segunda dica-base, e isso você pode levar para a sua vida toda, é coerência. Acho que é o que mais ajuda no gerenciamento das nossas expectativas. Espere receber o que você pagou, não o que você sempre sonhou em ter. Por exemplo, não adianta querer serviço de quarto num hostel em que você pagou 10 dólares por noite. Sim, esse exemplo é bem extrapolado, mas quem trabalha – ou trabalhou – com turismo sabe que às vezes a galera extrapola mesmo.

Eu prefiro não abordar preço aqui por dois motivos: primeiro, porque o caro e o barato são conceitos muito subjetivos. Segundo, porque parto do princípio que todo mundo sempre busca o melhor custo benefício. Então vamos ver quais os fatores que a gente coloca do lado Benefício da balança.

Como escolher um hotel?
A 57th Street é minha localização preferida em Midtown Manhattan

Para mim, o mais importante é a localização. Eu gosto de estar hospedada no lugar onde eu vou passear. Pode nem ser o centro da cidade, próximo de todas as atrações turísticas, mas eu gosto de ter a certeza de que vou gostar de passear pela região do meu hotel. O que isso significa? Significa que eu aceito pagar um pouco a mais pra ficar bem localizada.

Acho que o segundo ponto é a limpeza. Eu sou bem pé no chão quanto a isso e não acho que trocar lençóis e toalhas todos os dias seja sinônimo de hotel limpo. Aliás, acho que é sinônimo de hotel despreocupado com o meio-ambiente, mas isso é assunto pra outro dia. Enfim, exijo basicamente a mesma limpeza que tenho em casa, não quero insetos nem roedores no quarto, nem cabelo de outro hóspede no meu ralo, essas coisas bem básicas.

Dicas de Hotel em Nova York
O Salisbury era simples, mas muito limpo e confortável.

Conforto é algo que depende muito da proposta da viagem. Lógico que não dá pra exigir um colchão de mola num camping, sabe? Mas, numa situação não-aventureira, basta uma cama gostosa e um banho quente. Não preciso de piscina, nem de gente oferecendo massagem, menu de travesseiro, serviço de quarto, nada disso. Eu tenho uma mentalidade bem classe média, fico super constrangida de ter alguém muito me servindo. Importante: evite pagar pelo que você sabe que não vai usar.

Enfim, pesquisando sobre a cidade, decido qual a região que eu gostaria de me hospedar e procuro no Booking.com hotéis dentro da faixa de preço que eu possa pagar. Seleciono alguns desses hotéis (isso inclui fazer uma inspeção da área pelo Google Street View) e vou no TripAdvisor ver as fotos que os turistas tiraram, para ver se vai dar pra encarar.

Funciona assim: eu prefiro ver as resenhas do Booking.com porque é certeza que as pessoas que escreveram sobre o hotel realmente se hospedaram lá. Confio menos nos textos do TripAdvisor, porque qualquer um pode escrever lá. Pra mim, a grande vantagem do TA são as fotos dos internautas, porque não tem Photoshop, nem grande angular, nem iluminação fantasiosa. É bem vida real (às vezes, até demais).

Para ler as resenhas, eu leio algumas positivas e depois vou ver a galera que reclamou. Nessa hora, a gente precisa colocar um filtro, sabe? Como já disse, falta muita coerência por aí… às vezes a pessoa dá nota baixa porque não tem café da manhã incluso. Mas, poxa! Já não sabia disso quando reservou?!?! Então tem que ver se as críticas são aplicadas à sua realidade. Eu, por exemplo, não ligo se no quarto não tiver espaço pra colocar um berço, entendeu? É mais ou menos esse o raciocínio.

Da mesma maneira, tem o povo nóia que adora tirar foto de tinta lascada e dobradiça enferrujada pra justificar uma nota baixa. Então novamente você veja se isso é algo que vai te incomodar durante a estadia, se realmente vai interferir sua relação custo benefício.

Vista da minha varanda, às 6:15 AM.
No Marriott Grande Vista ficou o recalque de não ter tido tempo de usufruir tudo que ele oferece.

Para fazer a reserva efetivamente, geralmente faço com o Booking.com (e por isso escolhi o site como parceiro do blog). As tarifas costumam ser mais baixas e agora eles não trabalham mais apenas com hotéis, tem vários hostels, pousadas, apartamentos… enfim, muita opção mesmo de hospedagem no mundo inteiro. No Booking, geralmente você deixa o seu cartão de crédito como garantia e só é cobrado no check-in. Mas, mesmo assim, fique sempre atento aos prazos e condições de cancelamento e de pagamento de cada hotel, pra não quebrar a cara depois.

Outro site que é legal para pesquisar os preços é o Kayak. Ele é um agregador que vai te mostrar o site que estiver oferecendo a menor tarifa para aquele hotel. Gosto muito do Kayak também para comprar passagens, mas isso também é assunto para outro dia…

Política de Transparência: O Desfazendo as Malas recebe comissão do Booking pelas vendas realizadas pelos links. Todos os produtos ou serviços utilizados foram testados e aprovados pela blogueira.

3 Respostas para Como escolher um hotel?

  1. Ótimo post. Uma vez reservei um hotel em Recife, pelas fotos era bem legalzinho… cheguei lá e percebi que as fotos teriam sido tiradas na inauguração do hotel em 1970 rsrsrs parecia hotel fantasma.. rs

    • Ai, que medo!
      Eu tbm raramente confio nas fotos fornecidas pelo hotel. No TA tem uma galera meio maluca, mas a maioria das fotos ajuda bastante!

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