Muito além da roupa suja

Pontos Turísticos de Edimburgo: Old Town

Edimburgo tem muita coisa pra fazer, é claro. O roteiro, então, fica dependendo do tempo disponível e interesses de cada um. O nosso acabou saindo bem diferente do planejado, porque os últimos dias em Londres tinham sido super puxados e chegamos na Escócia querendo um fim de semana light. A parte turística da cidade não é muito grande, apenas uma ou outra atração fica mais afastada (não fomos nessas). Mas, com poucos dias na cidade, conseguimos nos manter ocupadas sem nem pegar ônibus nenhum! Resolvi compilar em poucos posts as dicas de pontos turísticos de Edimburgo, pra ajudar quem estiver planejando uma viagem pra lá.

Eh-inbrá: A primeira coisa a se fazer ao chegar em Edimburgo é reaprender o nome da cidade. A pronúncia por lá é algo como Eh-inbrá, assim com o D meio engolido.

 

Old Town

Parece redundante falar isso, até porque, é difícil pro turista evitar passar por lá. Mas, a partir do momento que o bairro é tombado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, ele se torna, por si só, uma atração. Então, não passe por Old Town. Hospede-se lá. Curta, explore, imagine e viva o burgo (isso, aquele de onde vem o burguês). São vários os cantinhos, os closes, as vielas, as ladeiras; é um passeio bem gostoso e, mesmo a presença intensa das lojas de souvenirs não tiram o charme medieval dessa região da cidade.

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Acho que aqui é de novo aquele embate de realidades que já falei tanto aqui no blog. Se eu tivesse nascido na Europa, talvez fosse mais blasé com tudo isso. Mas eu cresci na baby América, aqui não tem castelo, aqui não teve Idade Média. Eu li milhões de livros sobre lendas arturianas e outras da mesma época. Eu quase fiz faculdade de História, sabe? Então, pra mim, foi bem legal estar lá; não porque o bairro parece saído de um conto de fadas (teoricamente, foi o inverso, né?), mas porque, em uma hora de pura observação, eu entendi feudalismo num nível que eu nunca tinha entendido no colégio. (NERD!)

 

Castelo de Edimburgo

Como a viagem foi bem cheia de lerês, eu e minhas amigas procuramos conciliar os passeios de modo a não ficar muito repetitivo. Então, resolvemos visitar só dois castelos: o de Edimburgo e Versailles. Saí do castelo de Edimburgo com uma certeza: fiz merda.

Um dos principais pontos turísticos de Edimburgo tem mapa em português!

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Eu percebi que, por mais que os castelos sejam muito parecidos uns com os outros, as histórias deles são diferentes. Castelo é cenário e, por mais esteticamente interessantes que sejam, a melhor parte é ouvir as histórias que aconteceram por lá. E as histórias, cada um tem as suas.

Para quem fala inglês, o castelo tem um passeio guiado gratuito e que vale bastante a pena. Nosso guia era ótimo! Aliás, todos os escoceses que cruzaram nosso caminho eram ponta firme, sempre muito bem-humorados. O tour é todo externo e ele explica um pouquinho sobre cada área do castelo; depois, você fica livre para explorar. Foi o que fizemos.

 

Câmara Obscura

Fica a um quarteirão do Castelo. Acabamos não indo nesse porque optamos pelo Scotch Whisky Experience e, saindo de lá, tívemos dois problemas: escassez de libras e o local estava quase fechando.

Acho que esse deve ser dos melhores passeios para crianças por lá, apesar de não ser exatamente típico escocês, rs. Ao que me parece, é uma Estação Ciência elevada à potência européia. A lojinha dos caras já é fenomenal, então imagino que a atração seja boa também. Mais informações aqui.

 

St. Giles Cathedral

Quem não tem São Pedro, caça com St. Giles, hehe. A St. Giles é considerada o berço da Igreja Presbiteriana. Atualmente, me parece que ela atua como cristã reformada, mas sem associação muito evidente com nenhuma denominação em particular.

A visita é gratuita mas, se quiser tirar foto, tem que comprar uma permissão por duas libras. Não conseguimos entrar no sábado, porque estava tendo um casamento e, no domingo, fui para participar do culto. Aí não ia ter muito cabimento ficar tirando foto, né? Gostei muito de ter ido, eu fiquei emocionadinha porque não tinha idéia do tanto que era possível se sentir em casa, mesmo estando tão longe de casa.

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Mas vou contar que me surpreendi no tanto que ela é bonita e imponente por dentro. Super decorada, realmente, não estava esperando. Igreja protestante não costuma ter tanto charme, rs. Acho que a St. Giles deu sorte porque era catedral católica antes da Reforma. 🙂

 

Greyfriars Kirkyard

Pausa para vocês pegarem um lençinho rapidinho.

Voltaram? Então, vamos continuar. O Greyfriars Kirkyard é um cemitério. E ele ficou famoso por causa de um cãozinho chamado Bobby. Bobby era um cachorrinho do século XIX; muito charmoso, muito amado e muito feliz. Até que o dono dele morreu. E foi aí que o Bobby ficou famoso. Porque ele ficou guardando o túmulo do dono por CATORZE anos. Até que ele próprio morreu, e foi sepultado o mais próximo do dono que as regras do cemitério permitiam. Então é isso, gente! Sou manteigona e fui visitar o túmulo de um cachorro.

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Ainda no aguardo de histórias tão lindas envolvendo gatos. rs

 

National Museum of Scotland

Gente, esse museu é muito legal!!! Pena que descobrimos todo o potencial dele tarde demais. Ele é dividido em duas partes, uma bem escocesa e outra mais universal, com culturas do mundo todo, animais, ciencias e etc.

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Começamos pela parte da Escócia e, gente, o negócio começa bem no começo mesmo: formação geológica da Escócia! HAHAHA!!! Ficamos umas duas horas vendo a história escocesa, nos vestindo como escoceses do século XIV, colocando armaduras, derrubando torres, toda aquela interatividade dos museus. Foi quando já estávamos morrendo de fome que descobrimos o outro lado. TÃO mais legal!!

Crianças se divertindo montando um vaso medieval. Ao lado, as roupinhas pra gente se fantasiar.
Crianças se divertindo montando um vaso medieval. Ao lado, as roupinhas pra gente se fantasiar.

Recomendo começar por este lado, da Grand Gallery. A criançada fica doida, mas os adultos também. Eu gosto que todas as peças em exposição estão explicadinhas, sabe? E tem aula prática de ciências! Eu içei meu próprio corpo com a ajuda de polias e a Pri girou uma manivela até produzir a energia necessária para lançar um foquete! Nessa parte do museu é que fica em exposição a  Dolly (a ovelha, não o refri), o primeiro clone mamífero. Essa parte é legal demais, foi uma pena que não deu pra aproveitar tanto e com calma.

Ah! Faltou a melhor parte: esse museu tem entrada gratuita!

 

Arthur’s Seat

Arthur’s Seat é uma montanha que fica dentro da cidade. Lá do alto, dizem que é uma visão linda da cidade. Eu estava super animada para ir, até perceber do que se tratava. Olhem o tamanho do morro!

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Se forçar a vista dá pra ver uma galerinha lá na parte observatória.

Acho que iam ser umas 4 horas pra subir e mais umas 3 pra voltar. Sem chances de eu chegar viva lá em cima! Ainda mais com o vento absurdo que faz naquela cidade. Mas, se você tiver um preparo físico legal, vestimenta apropriada e bastante tempo disponível… fica a dica! 😉 Para todos os outros, fica o consolo de que a vista do alto do castelo também é bem legal!

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