Muito além da roupa suja

Atacama: Salar de Tara

O blog não morreu, tá, gente? E eu nem desisti dele. Só caiu um pouco nas minhas prioridades de hobbies, mas eu continuo viajando, então continuarei postando. Fora que, esse negócio de Atacama é complicado, eu sofro muito selecionando fotos pros posts. Na próxima viagem vou fazer uma regra de 10 fotos ao dia no máximo, pra facilitar minha vida depois. Até parece…

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Mas vamos ao que interessa! Nosso último passeio no Atacama foi o Salar de Tara, e eu achei ótimo que tenha sido assim. Acho que, depois de Tara, todos os lugares teriam perdido um pouco da graça. Recomendo muito deixar para o último dia.

Tinha contado no outro post de nossa saga pra reservar esse passeio e, como o preço tinha sido abaixo da média, estávamos um pouco com medo que que teríamos que encarar. A sorte foi que, no dia anterior, acabamos conhecendo na laguna Cejar um casal que iria com a gente no mesmo tour para Tara. Eles contaram que já tinham feito um passeio com nosso guia e que ele era  Mago do Atacama. Jorge já foi piloto da Força Aérea, já levou a equipe da Ana Maria Braga pro Atacama, já subiu vulcão com o Nando Reis, já levou reportagem da National Geographic pelos Andes todos… enfim, deu pra sacar que estaríamos bem acompanhadas, né?

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Jorge empilha uma pedrinha nesse montinho a cada vez que vai a Tara. Quando eu fui, em março de 2014, já eram mais de novecentas.

Jorge nos pegou do hostel por volta das 6h30; esse passeio é menor, cabem umas oito pessoas só na van. Então logo já estávamos a caminho de Tara. Para chegar lá, tem bastante sinalização, mas depois, pra chegar no salar, não tem NADA. Por isso é importante fechar esse passeio com uma agência, com guias sérios que realmente conheçam o local e que tenham celular via satélite, para o caso de qualquer imprevisto.
É muito fácil a pessoa que resolve ir por conta própria se perder e morrer tentando encontrar o caminho de volta. E não; não estou exagerando.

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Banheiros naturais de Tara, porque lá não é parque nacional como os outros lugares.

Depois de umas duas horas de estrada até quase a Bolívia, chegamos no local do nosso café da manhã ao ar livre. Uma imensidão, com umas formações rochosas meio impossíveis e enormes. Tudo no Atacama é enorme. Menos a gente. Atacama é bom pra gente ter noção do nosso tamanho no mundo; altamente educativo nesse sentido.

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Las Catedrales de Tara

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A frase agora seria: “depois de mais estrada…”, mas não tem estrada não. É puro rally free-style no deserto! Mas depois do café da manhã, fomos visitar umas formações rochosas conhecidas como Catedrales de Tara. Essas são formadas principalmente por erosão eólica (vento).
De lá, conseguíamos ver o salar à distância. Parecia uma paleta de pintor, com as manchas de tintas de várias cores e tons se misturando. Quanto mais nos aproximávamos, mais colorido ficava, mais detalhes conseguíamos perceber.

Salar de Tara, Atacama

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Eu não só deixei a lente “de zoom” em casa, como esqueci também o parasol…
Almoçamos perto dessa casinha aí. Mas lá também não tinha WC.
Almoçamos perto dessa casinha aí. Mas lá também não tinha WC.

E foi assim que almoçamos: ao ar livre, vendo a lagoa, o salar, as catedrales, e as montanhas nevadas ao fundo. Quando você for para lá, seja mais esperto do que eu, leve lentes de zoom potente, faça foto panorâmica, mas conforme-se de que NADA, NADA NUNCA vai fazer jus àquela paisagem maravilhosa.
Então deixe a câmera de lado um momentinho e aproveite o passeio com os 5 sentidos, em 360 graus.

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