Necessaire de Avião

O post de hoje é meio mulherzinha, mas acho que todo mundo vai poder aproveitar pelo menos algumas das dicas. Na verdade, digamos que seja um post mulherzinha alérgica, rs. Vou mostrar aqui a minha necessaire de avião, aquela que vai comigo a bordo. Eu sou Maria Bolsinha desde criança e já carreguei muita porcaria por aí até me acomodar no kit atual, que há muitas viagens permanece o mesmo.

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Basicamente, divido a necessaire de avião em três categorias: o kit dignidade, o kit conforto e o kit hidratação. Mas, antes de falar de cada um deles, não posso deixar de lembrar que, se você quer levar líquidos, cremes e géis a bordo, a necessaire deve ser transparente. Parece um monte de tralhas, mas levar miniaturas ajuda. E você também não precisa levar uma necessaire gêmea da minha, né? Vê aí os itens que podem te ajudar e tal…

 

Kit Dignidade

Eu não uso naaaada de maquiagem em vôos longos: nem corretivo, nem rímel, nem blush. Quem me conhece sabe o quanto isso vai contra a minha natureza mas, numa viagem de 10 horas, eu quero ter a liberdade de esfregar meus olhos, molhar meu rosto e não ficar com os poros entupidos. Afinal, a maioria dos vôos longos é noturno, então é praticamente dormir maquiada, mesmo que você não durma efetivamente.

Mas eu levo maquiagem pra passar antes do pouso! HAHA! Não aguento! Gosto de chegar no meu destino parecendo um ser humano (apesar do traje mendicância).

Necessaire de avião

  • um corretivo,
  • curvex,
  • mini-rímel,
  • blush(geralmente cremoso)
  • um espelhinho pra me ajudar com a função toda.
  • NÃO levo perfume. Esse eu passo só em casa, acho meio falta de respeito com a galera retocar no avião, sabe? E olha que eu nem uso o Angel!

Não costumo ir ao banheiro pra me maquiar, então evito levar coisas muito borráveis em caso de turbulência, como lápis de olho.

 

Kit Conforto

Por muitos anos eu não consegui dormir em avião. Logo mais, é capaz da minha irmã aparecer por aqui falando que é mentira, rs. Mas o fato é que por mais que eu ficasse imóvel por um tempo, por mais que eu tivesse com muito sono, eu não conseguia realmente dormir por mais de 20 minutos. E não importava quantos comprimidos famosos por causar sonolência eu tomasse. Eu tinha o sono, mas não conseguir dormir de verdade, descansar. Sempre chegava quebrada no destino e, por um tempo, preferi vôos diurnos. Aí não rola obrigação de dormir, sabe?

Foi quando, mais uma vez*, as drogas mudaram a minha vida. Passei a tomar medicamento apropriado para dormir e deu tudo certo. Outra coisa que me ajuda também, é que agora sempre compro aqueles assentos com espaço adicional para as pernas. Só sei que agora eu sou uma pessoa muito feliz que aprendeu a dormir em avião!!

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Então, na minha necessaire agora tem:

  • Medicamento para dormir. Eu uso um benzodiazepínico, tarja preta. Prefiro não falar o nome pra ninguém fazer besteira. Se você acha que será legal no seu caso, fale com um médico. Foi o que eu fiz.
  • Tampão de ouvido. Eu uso aqueles descartáveis mesmo, fácil de encontrar em qualquer farmácia e de preço amigo.
  • Máscara. Às vezes, eu já quero dormir antes de resolverem apagar as luzes do avião. Então, sim, eu sou ESSA pessoa.

 

Kit Hidratação

Oi! Você tem rinite?

Se você é um sortudo de não sofrer desse mal que afeta aproximadamente 30% da população, eu vou te contar uma coisa: os incômodos com a secura do ar no avião causam um sofrimento 7 vezes pior nor alérgicos! (Fonte: DataMon)

Quando eu era mais nova, era de praxe eu ficar doente durante as viagens, porque o avião me aloprava o sistema respiratório inteirinho! Depois que eu cresci, resolvi tomar as rédeas do problema (uhhh!). Levo muita tralha referente à hidratação no avião porque, além do perrengue respiratório, a nossa pele acaba sofrendo, fica áspera e também incomoda.

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  • Spray de soro fisiológico. O meu spray de rinite (corticóide) tem dose certa, não é pra usar toda a hora. Então uso um Sorine-Rinossoro-Salsep várias vezes durante o vôo, pra impedir que minha mucosa nasal fique totalmente ressecada por muito tempo.
  • Água termal. Ai, que fresca que eu sou! Mas eu uso máscara pink pra dormir, lembra? O que é uma inocente àgua termal perto disso? Eu não acredito muito nos milagres da água termal, mas o fato é que ela hidrata e refresca. É um super alívio um jatinho no rosto durante o vôo, só tome cuidado com o coleguinha do lado!
  • Colírio lubrificante. Não deixa o olho seco nem ardendo.
  • Hidratante para o rosto. Não uso toda hora. Acho que umas duas vezes por vôo. Esse que tenho usado é bem levinho, mas o suficiente para sumir com aquela sensação de bochecha rasgando.
  • Hidratante de mãos. Item mais fundamental de toooodos! Reaplico assim que seca! Odeio quando a mão fica áspera e altera nossa sensação de tato. Parece que no avião, cada coisa que a gente encontra resseca mais a mão da gente, né? Água do banheiro, sabonete fajutão, aquela manta… MEU DEUS, DO QUE É FEITA AQUELA MANTA??? É só encostar nela que sinto que minha mãe virou uma lixa!
  • Hidratante labial. Enfim, é importante. Eu levo, porque eu sempre levo, tenho uma compulsão provavelmente patológica por balms e afins, então é um item indispensável pra minha vida, todos os dias. E, quando viajo, ele nem vai na necessaire, porque não sai do bolso.

Item off-kits: lenços de papelálcool gel. Pra antes de comer e porque avião é um negócio meio nojento. E eu não confio no sabonete do banheiro sozinho. E, sim, caso você não tenha notado, eu tenho TOC.

*Lembrem, sou farmacêutica. Não sou toxicômana.

 

20 dias sem computador

Eu não resolvi ficar pra sempre nos EUA. Eu não fui morar nas montanhas. Eu não morri. Eu não fiquei sem internet.
Foi só preguiça.

Cheguei de volta ao Brasil no dia 04 de dezembro e fui direto pra casa dos meus pais, porque ainda tinha 2 semanas de férias. Lá eu fico tão, mas tão perdida no contínuo tempo-espaço que nem descarreguei as fotos da viagem.
De lá pra cá, meu celular querido caiu no chão, quebrou o display (não o vidro da tela, foi coisa interna, tipo tubo de televisão – antiga) e foi pra assistência técnica. Então esse post poderia ser uma eulogia, mas nosso reencontro é amanhã!

Depois do advento dos smartphones, é muito raro eu estar offline. E viajar offline é chato demais! Mas carregar computador pra cima e pra baixo também é chato demais! Nem tanto pelas redes sociais, mas às vezes você quer fazer uma reserva, pesquisar um restaurante legal, horário de funcionamento de um museu (eu ia dizer loja, mas resolvi sofisticar…), qualquer coisa! E quanto menos xexelento o hotel, mais caro é o acesso à internet, já notaram? Mesquinharia…

Nessas férias resolvi viajar sem computador e, felizmente, meu celular me permitiu isso. Não senti nem falta do notebook. O esquema foi comprar, logo que cheguei nos EUA, um SIMcard (vulgo chip) para o meu celular (desbloqueado) habilitado para acessar internet. Geralmente você consegue uns planos bem legais por uns 50 ou 60 dólares; e tanto a AT&T, quanto a T-Mobile tem serviço, cobertura e velocidade muito bons.

Outro pulo do gato foi um cabinho supimpa (acima) que comprei no Mercado Livre. Ele é, de um lado, um macho micro-USB e, do outro lado, uma fêmea USB. Ou seja, dava pra plugar pen-drive no meu celular. Dava pra fazer QUALQUER COISA. Só não garanto que dá pra plugar impressora e teclado porque eu não tentei.
Deixo a dica, aliás, desse cabinho mesmo pra quem não vai viajar. Super versátil! rs

Challenge Accepted

Essa semana será totalmente atípica pra mim, pois terei duas viagens! Parto amanhã para Porto Alegre a trabalho e, no fim de semana, vou para o Rio de Janeiro a passeio.

Entre uma viagem e outra, tenho apenas uma noite em casa e uma manhã no escritório. O jeito vai ser otimizar a coisa toda e aproveitar a mesma mala nos dois destinos. Assim, na quinta à noite, só tiro a roupa suja da mala e coloco a roupa limpa no lugar.

Acho até bem viável esse esquema porque, pra mim, a parte doída de arrumar as malas sempre foi a nécessaire. O desafio dessa vez está no tamanho das malas, pois eu carrego um monte de quinquilharia pra todo canto e estou decidida a não despachar bagagem em nenhum dos vôos. Aliás, para ser mais específica, quero fazer o serviço todo caber nessa mala aí da foto, que é a mesma que eu uso para ir à academia. É aquele velho exercício do desapego, que se desdobra em todas as áreas da vida e bla bla bla whiskas sache…

Levarei a roupa toda contadinha (não pode comer molho de tomate!! HAHA!). Como não estou indo pra nenhum lugar muito exótico, em caso de emergência faço umas comprinhas.
Não abro mão: toalha e moletom. Toalha em POA não vou precisar porque ficarei em hotel, mas moletom eu decidi que não viajo mais sem, não importa o destino. É quase tão versátil quanto a toalha! Na nécessaire estou priorizando produtos mini; seja transferidos para frascos menores ou aqueles brindes que a gente sempre ganha nas lojas de departamentos dos EUA. Mas o chefão do jogo eu vou confessar pra vocês qual é: escolher apenas dois batons!

Enfim, vou ali arrumar a tal da mala e, qualquer dia desses, eu volto aqui pra compartilhar o desdobramento dessa emocionante (#NOT) aventura da mala pequena.