Muito além da roupa suja

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Rapidinhas sobre o Chile

Nesse Carnaval, aproveitei o feriado, o aniversário e o fim de semana pra fazer um bem bolado e me mandar pro Chile. Já fazia uns 2 anos que eu queria ir pra lá e, principalmente, conhecer  o deserto do Atacama. A encheção era tão intensa, que minha irmã disse que estava muito feliz por eu fazer essa viagem, porque ela não aguentava mais me ouvir falando que queria ir pro Atacama, rs.

Como foi minha primeira vez no Chile, encaixei dois dias pra passear e conhecer um pouco de Santiago e deixei os outros 6 dias (na vdd, 4 inteiros) pra ficar em San Pedro de Atacama e conseguir fazer muitos passeios. Em breve vou postando sobre a viagem, intercalando com os posts sobre a Europa (ainda tem muita coisa pra falar de lá), mas hoje deu vontade de fazer um post mais introdutório. São aquelas pequenas diferenças culturais que nós estranhamos no primeiro dia, mas logo já ficamos acostumados, sabem? Eu costumo até me esquecer disso mas, desta vez, fiz questão de prestar atenção pra poder compartilhar com vocês. Eu mesma sempre adoro um post de curiosidades.

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Manjar: É como os chilenos chamam o doce de leite. É bom já sair daqui sabendo, porque nem sempre está explicado no cardápio. Eu lembro que, no nosso primeiro almoço, o menu anunciava cheesecake de manjar. Nem passei perto! Tá doido que eu vou comer cheesecake de pudim de côco?!?! Tá pensando que turista é bagunça?!?!

Então… quando eu entendi e arrependi, já era tarde demais!

 

Palta: É o abacate. Acho que o Brasil é o único país do mundo que come abacate como fruta; em todos os outros lugares, é considerado como um vegetal de colocar na salada. No Chile, é muito comum comer o abacate no sanduíche, qualquer que seja o tipo. Se pedir um hot dog completo, pode se assegurar que virá com a pasta de abacate. E é mais o abacate amassado mesmo, não tem toda aquela temperança da guacamole mexicana, não.

Visualmente achei estranhão, mas sabe que até que a combinação nem fica esquisita? Eu bem curti.

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Cachorros:
 Oba! Um item que não tem a ver com comida!! Vimos muitos cachorros de rua em Santiago e também em San Pedro. Sério, muitos. No walking tour que fizemos em Santiago, o nosso guia explicou que isso tem um pouco a ver com a maneira que os chilenos lidavam com animais de estimação desde antes dos espanhóis chegarem. Não tinha aquela história de “meu cachorro mora na minha casa”. Os cachorros ficavam livres pela cidade e iam pra casa pra comer e dormir mesmo. Por causa disso, não funcionou direito quando o governo resolveu colocar a carrocinha pra pegar os cachorros vira-latas, porque acabavam pegando muitos cachorros com donos, dava briga e, aos poucos, esse sistema foi perdendo a força. Ele contou que os cachorros fazem muito parte da paisagem da cidade e, sinceramente, me parece que os chilenos todos concordam com isso. Os cachorros todos pareciam gordinhos, bem alimentados, sabe? E também foram poucos que eu vi com algum machucado. E são todos muito pacíficos, acostumados a conviver com estranhos. Como a raiva foi erradicada do Chile há alguns anos, ninguém se preocupa muito com a situação. Eu sou dog-lover assumidíssma, achei muito legal essa coisa toda.

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Café: 
Ai, gente, não adianta! Passei pouco tempo no Chile, as peculiaridades que mais chamaram a atenção foram mesmo as relacionadas à comida, rs. A história do café é que, no Chile, ele é sempre solúvel. Basicamente, a terra do Nescafé! Eles não tem muito o hábito de tomar café de verdade, lá não vi espresso, nem cápsulas e nem filtrado; só café solúvel em todo canto! Acho que, do jeito que o brasileiro gosta, só mesmo em algum café com piernas (as gar;conetes usam saias bem curtas).

 

Segurança: San Pedro de Atacama é super seguro. Até porque os bandidos nem iam ter pra onde fugir, né? Santiago não me pareceu violenta, em nenhum momento me senti insegura por lá, mesmo nos cantos meio feinhos da cidade. Mas, só porque ninguém enfia arma na sua cara, não quer dizer que sejam todos honestos. Eu já tinha lido no Lonely Planet sobre o risco de batedores de carteira na região central e minha prima contou que levaram a carteira dela no metrô. Ficamos até atentas, mas não deu outra, roubaram o celular da minha amiga no metrô. E não foi o caso de turista desavisado com a mochila nas costas, não. Ela estava com a mochila na frente do corpo, mas deu o azar de encontrar uma guria extra-malandra. Só percebemos depois de sair do trem, aí já era tarde demais. Portanto, não adianta só colocar a bolsa na frente do corpo, tem que colocar a mão na frente e ficar OLHANDO, hein? Nos dias seguintes, eu percebi mesmo que todos os chilenos andam bem agarrados com seus pertences, deve ser um crime bem comum por lá.

 

Horário: Eu já falei mil vezes aqui no blog que eu sou uma pessoa extremamente diurna. Gosto de acordar cedo nas férias pra poder aproveitar tudo e fugir das multidões. Nesse aspecto, eu e o Chile não nos demos muito bem. Assim como em Buenos Aires, o comércio de lá começa a funcionar por volta das 10h ou 11h. Mesmo em San Pedro; apesar de todos os turistas acordarem cedo pros passeios, se você passar uma manhã na cidade, ela será bem tediosa. No nosso primeiro dia, saímos do hostel por volta de 9h pra pesquisar os preços dos passeios nas agências. Foi um momento super #fail, ficamos andando à toa, conhecendo a cidade e fazendo hora, porque demorou bastante até as agências (e mesmo as lojas) começarem a abrir.

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Bandeiras: 
Nesse aspecto parecia até que eu estava nos EUA. Não lembro de ter visto tanta bandeira espelhadas pela cidade em nenhum outro país. Praticamente todas as casas e estabelecimentos comerciais tinham pelo menos uma bandeira do Chile exposta.

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Estrutura: Tudo bem que o Atacama há muitos anos é um destino foco no Chile, principalmente de turistas europeus. É um lugar maravilhoso e totalmente épico, afinal, é o mais alto E mais seco do mundo. E superlativos sempre atraem muito turismo. Mas Santiago, por exemplo, a impressão que tive é de não ser muito mais turisticamente atrativa do que São Paulo.

Apesar disso, a estrutura que eles tem pro turismo lá é muito legal! Não é difícil encontrar mapas da cidade, várias agências que oferecem não só para o resto do país, mas também pra Santiago e arredores, sistema de transporte público super fácil de usar, e até um ônibus turistico hop-on/hop-off rodando pelos pontos mais interessantes. Deu invejinha, confesso, rs. Fiquei com pena de São Paulo, que também tem tanto a oferecer, mas parece que só agora com a Copa está acordando um pouco – bem pouco – pras oportunidades perdidas.

 

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