Muito além da roupa suja

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Chile: nosso roteiro em Santiago

Como não há vôo direto de São Paulo para Calama, o aeroporto mais próximo para quem vai ao Atacama, aproveitamos para passar dois dias em Santiago, pois eu e minha amiga não conhecíamos a cidade ainda.

Chile: Nosso Roteiro em Santiago

Deu tempo de aproveitar bastante, meu único pesar foi não ter conseguido ir para a parte mais bonita da cidade. Mas isso não é problema, porque eu ainda tenho muito assuntos pendentes no Chile (Ilha de Páscoa, Lagos Andinos, Patagônia…), então não faltarão oportunidades de voltar a Santiago.

Se bem que… pensando melhor, o mais bonito de Santiago é o entorno. Porque a cidade é cercada pela Cordilheira dos Andes, então rola aquele efeito tapume, como em Santa Bábara.

 

Transporte para o Aeroporto

É absurdamente insuportável o saguão do aeroporto internacional de Santiago. Ele é estreito, então as pessoas às vezes param no meio do caminho pra ficarem se abraçando e bloqueiam qualquer possibilidade de passagem. Ele me pareceu estar em reforma também, e isso sempre dificulta. Mas o que mais irrita é o assédio absurdamente intenso dos motoristas de táxi, são vinte ofertas a cada dois passos, que gente chata!

Eu estava planejando pegar um ônibus que já tinha visto que deixava na estação de metrô, mas fiquei tão confusa na hora (e as placas sinalizando também não são as mais claras), que acabei reservando uma van compartilhada (da Transvip) sem querer. A mulher falou DOZE, eu entendi DOIS e pensei que fosse o ônibus, mas não era… Mas pelo menos deixou na porta do hotel, né?

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Na volta, fui mais esperta e peguei o ônibus certo. Basta pegar o metrô e descer na estação Los Heroes. Subindo as escadas já tem o ponto do ônibus da Centro Puerto, é super fácil de achar, eles fazem o trajeto até o aeroporto (com umas 3 paradas) em coisa de 40 minutos e deixar em frente ao saguão de check-in. Nos custou 1.300 CLP por pessoa.

Mas, realmente, é uma coisa que você tem que saber antes de ir, porque lá não vi informações a respeito, não. Nego quer mais é que você gaste fortunas no táxi ou nas vans compartilhadas. Então, você não seja confuso como eu e já vá para o lado de fora procurar os ônibus que vão para o Centro.

 

Transporte em Santiago

O transporte público de Santiago tem excelente cobertura na cidade e é bem sem complicação para usar. Comprei um cartão BIP! por 1.300 CLP, ele vale para metrô e ônibus e há muitos postos de recarga pela cidade. Vale muito a pena a economia, pois os táxis saem bem mais caros. Pra quem quer economizar ainda mais, basta usar o metrô fora do horário de pico, pois a tarifa é menor.

 

Pátio Bellavista

Nosso hostel era grudado no Pátio Bellavista, que é como um shopping de restaurantes. Na verdade é um super empreendimento bem voltado para turistas pois, além das várias opções de alimentação (para todos os gostos e bolsos), tem também casas de câmbio, agências de viagem e lojinhas de artesanato, algumas especializadas em objetos de lápis-lazuli. Pra quem não sabe, Chile e Afeganistão detêm as maiores reservas do mundo dessa rocha bonitinha.

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A  maior desvantagem de estar tão próxima do Pátio Bellavista era exatamente a comodidade. Aliás, o bairro inteiro é cheio de opções de bares e restaurantes, então é necessário sempre um esforço extra para fazer alguma refeição fora dali.

 

La Chascona

Dentre os pontos turísticos mais conhecidos do Chile estão as casas de Pablo Neruda. As casas são três, e a única que tive a oportunidade de visitar, por enquanto, foi a La Chascona, que fica em Santiago.

Esta casa foi construída para uma amante do Neruda, Matilde,  sendo que, após alguns anos, ele se separou da esposa e foi morar com ela na Chascona. A casa em si é muito gostosa, eu fiquei muito triste de não poder sentar naqueles sofás gostosos e ficar curtindo a decoração com bastante calma. Sinceramente, acho que ganhariam uma fortuna lá com aluguel de temporada, rs.

La Chascona
La Chascona

A visita é feita com áudio-guia disponível em vários idiomas, inclusive em português, e custa 4.000 CLP. Durante o passeio, o guia vai contando sobre os cômodos, os objetos que decoram a casa e também a história de amor de Neruda e Matilde. Mas o que mais me interessou foi perceber que Pablo Neruda não é só o poeta-mais-famoso-do-Chile-prêmio-Nobel-de-Literatura. Mais do que isso, ele foi uma importante figura política e histórica do país.

Quando você for fazer sua visita, não deixe de reparar sobre as obras de Jorge Amado expostas na biblioteca. Há também fotos do Neruda com o Jorge e também com o Vinícius de Moraes.

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Walking Tour Gratuito

A manhã do nosso segundo dia em Santiago foi uma presepada sem fim, momento totalmente #fail que merece um post só pra ele. Mas, no período da tarde, fizemos um walking tour que valeu muito a pena!

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Foto do embate: walking tour (nosso guia é o com a camiseta Wally) vs city tour no busão.

Eu não sei se já falei aqui que não sou muito chegada naqueles city tours tradicionais; ainda não apareceu o que me convença a andar num daqueles ônibus de 2 andares que passam por todos os pontos turísticos da cidade. Mas, como eu não entendo nada de Chile, achei que passear pelo centro da cidade só seria realmente interessante se tivéssemos alguém para explicar a importância de cada lugar e história de cada um.

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Paris-Londres, o cruzamento mais charmoso
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Casa de la Moneda, que foi bombardeada pelos militares em 1973, pois o então presidente Salvador Allende se recusou a sair vivo de lá.
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Interior da Catedral

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A Tour4Tips oferece dois tipos de walking tours gratuitos: pela manhã, um mais focado nos mercados e cemitérios e, à tarde, um básico, contando a história de Santiago e mostrando e explicando os principais marcos históricos e culturais do centro da cidade. Fizemos esse segundo e foi muito bom. Como os grupos são menores, o guia tem oportunidade de aprofundar um pouco mais na história, e fica bem do jeito que eu gosto. Fora que o tipo de turista que costuma participar desse tipo de atividade costumaa ser mais interessado e interessante, então é uma boa oportunidade para socialização com turistas de outros países também.

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Centro Cultural Gabriela Mistral: projeto lindo, com uma história melhor ainda (essa não conto, senão estraga toda a graça dos tours)
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Cerro Santa Lucía
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A única construção colonial remanescente da cidade. Os colonos demoraram a perceber que a igreja precisava ser mais forte do que bonita. Essa ainda nãou houve terremoto que derrubasse.

Esse tour que fizemos parte todos os dias, às 15h, da frente do Museu de Belas Artes. Não é preciso fazer reserva. O tour é em inglês e é gratuito mas, como o próprio nome da empresa já diz, ao final do passeio, você dá uma gorjeta ao guia, de acordo com o que você julgar que ele merece. O guia também passa indicação de passeios, bares e restaurantes para conhecermos. Como eles não trabalham com comissão, fica a tranquilidade de não sermos mandados pra nenhuma armadilha pega-turista.

A Tour4Tips também oferece walking tours em Valparaíso. E, em Santiago, há também esta outra empresa que também faz o mesmo tipo de tour pelo centro da cidade, entretanto com um roteiro levemente diferente.

 

Concha y Toro

Foi meu destino. Eu não queria conhecer a Concha y Toro. A vinícola que mais me interessava visitar era a Undurraga mas, por ser longe, não queria perder metade de um dos dois dias que tinha antes de ir para o Atacama. A idéia, então, seria visitar a Cousiño-Macul. Mas isso também não deu certo.

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No dia em que tínhamos que pegar o vôo para Calama, estávamos meio perdidas na cidade, os museus estavam fechados, o funicular do Cerro de San Cristóbal só abriria à tarde (hora que já deveríamos estar no aeroporto), estávamos meio sem rumo quando tivemos a mesma idéia ao mesmo tempo: bora pra Concha y Toro?

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Essa vinícola fica dentro da cidade e é possível chegar usando apenas transporte público. Inicialmente, eu não queria ir porque é a mais turística, então fiquei com medo de perder um pouco a autenticidade. No fim, eu tinha razão sobre ser totalmente turística, mas mesmo assim o passeio me surpreendeu, fiquei feliz de ter ido!

O ponto alto, com certeza, foi o open bar de uvas! HAHAHA! É um pomar com vários tipos de uvas usadas na produção de vinhos e você tem uns minutinhos para experimentar à vontade! Fomos bem próximas à época de colheita, as uvas estavam empoeiradinhas, mas muito gostosas. Além das uvas, o tour básico, que fizemos, também tem 2 momentos de degustação, um vinho branco e um tinto. O tour básico custou 9.000 CLP e está disponível em espanhol, português e inglês.  É muito importante fazer reserva antes (nós fomos num centro de informações turísticas que fez a reserva de última hora pra nós). Além das degustações, você ganha a taça de brinde. A vinícola também possui um restaurante e uma loja enorme que vende todas as coisas Vinho.

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senti falta mesmo de mostrarem mais sobre o processo de produção de diferentes tipos de vinho, materiais usados, influências do ambiente, essas coisas bem someliéticas. Mas, como disse, o tour é básico e turístico, então foca mais nas uvas, nos barris e na tal lenda do Casillero del Diablo (achei meio vergonha alheia essa parte).

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Para chegar, é uma longa jornada de metrô até a estação Plaza de Puente Alto. Na ida, depois do metrô, pegamos um táxi até a Concha y Toro, que ficou 4.000 CLP. Na hora, nem tínhamos procurado outras opções, porque esta tinha sido a orientação que recebemos no centro de informações turísticas em Bellavista. Maaaaaaaas, na volta, como os taxis iam demorar e estávamos com pressa, perguntamos no balcão se havia um ônibus que nos levasse até o metro. E TINHA. Pagamos 600 CLP e o ônibus nos deixou a menos de 100 metros do metrô. Esse ponto de ônibus fica na esquina da vinícola, e deve ter caminho de ida pra lá também. Portanto, quem quiser economizar o máximo possível, procurem se informar com as pessoas da região sobre o ponto de ônibus que para perto da Concha y Toro. Ah! Esse ônibus não é do sistema metropolitano, então não aceita o BIP!, apenas dinheiro vivo.

 
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