Muito além da roupa suja

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Igrejas de Paris e seus arredores

Quem já leu O Código da Vinci sabe bem o tanto de igrejas que existe em Paris. Eu visitei apenas três: as famosas Sacre Coeur e Notre Dame, e a Saint-Germain-des-Prés, que é a mais antiga da cidade.

 

Saint-Germain-des-Prés

Paris foi a última cidade pela qual passamos e, não sei se era por ser minha primeira vez na Europa mas, àquela altura, eu já estava bem cauterizada pela idade das coisas. Qualquer construção com menos de 400 anos eu já estava achando recente demais. Então, natural que eu quisesse ver qual era a daquela igreja com mais de mil anos. Finalmente alguma coisa antiga de verdade, sabe?

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Passamos por lá num dia de passeios muito intensos e o objetivo era mesmo só dar uma espiada curiosa. A Saint-Germain-des-Prés consegue ser ainda mais escura do que todas as outras e dá pra ver que as pinturas são bem antigas, não só pelo estilo, mas dá pra ver que a conservação está cada vez mais desafiadora.
Infelizmente, o que mais me chamou a atenção foi uma imagem de Santo Antônio toda rabiscada. Quero muito acreditar que ela não é relíquia coisíssima nenhuma e que todo ano colocam uma nova pros desesperados rabiscarem. Não encontrei nada a respeito nas minhas pesquisas então, algum sabido, por favor, confirme minha teoria? Não sei se é porque não sou católica, mas, de qualquer jeito, achei de muito mau gosto essa sujeira toda. Destoa muito do resto da igreja. E, sim, roguei praga nos rabiscantes, rs.

A visita à igreja foi vapt-vupt, mas a vontade verdadeira era de passear pelo bairro por muitos e muitos dias! A região é super agradável! Cheia de lojas, cafés e restaurantes. Uma boa opção de futura hospedagem. 😉

 

Sacre Coeur

Foi num diazinho chuvoso (finalmente) que resolvemos dar um pulinho no Montmartre pra conhecer a Sacre Coeur. Pegamos o metrô até a estação Abbesses, que é a mais próxima da igreja. Almoçamos por ali e, no caminho até nosso destino, a primeira dica: Montmartre foi onde eu achei as melhores lojas de souvenirs! No caminho até a igreja encontramos várias lojinhas que vendiam uns objetos mais exclusivos, diferentes do que estávamos acostumadas a ver na região mais central da cidade. Me pareceu ter muita coisa artesanal; comprei um enfeite de árvore de Natal muito lindo por lá! Para os souvenirs mais “de praxe” como camisetas, chaveiros, bolsinhas, isqueiros e etc, encontramos os melhores preços também no Montmartre, numa rua cheia de lojinhas que fica atrás da Sacre Coeur.

Para quem não quiser subir toda a escadaria, tenha em mãos um bilhete de metrô e vá de Funiculaire! Uma coisa interessante de mencionar, o Funiculaire fica do lado esquerdo da Igreja, pra quem olha de frente. A Lú contou que, na primeira vez dela em Paris, ela não viu trenzinho nenhum que subisse o morro; aí, ela descobriu que foi porque tinha chegado pelo outro lado. Então, como quero sempre poupar meus leitores de sofrimentos desnecessários, deixo essa observação para que todo mundo possa subir feliz de Funiculaire, independente do caminho que tomar até a basílica.

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A igreja é bem bonita por dentro, mas estava começando a missa, aí fiquei constrangida de tirar muitas fotos. De qualquer maneira, o mais legal desse passeio não é o interior da Sacre Coeur, é o lado de fora!
Acontece o seguinte: Paris é uma cidade quase toda plana. A exceção é o butte Montmartre, que é um morro, mas eu gosto de pensar que é a bundinha da cidade porque sou assim, adulta pra caramba. Enfim, lá do alto a gente vê a cidade toda e isso eu acho que torna o passeio mais legal. É bem bonita aquela região das escadas, tem um carrossel, tem umas plantas bonitas e também tem golpistas. Então vocês fiquem atentos ao descer das escadas, e não deixem nenhum golpista folgado amarrar pulseirinha no braço de vocês. Não precisa nem ser educadinho ao recusar, viu? Mas, tirando os golpistas eu achei tudo muito lindo e quero muito voltar no pôr do Sol ou à noite, pra ver tudo iluminado!

 

Notre Dame

Demorou pra me cair a ficha de que Notre Dame significa, em francês, Nossa Senhora. Simples, né? Só no nome, viu? Porque os clichês todos têm razão, é a igreja mais linda de Paris! A catedral fica na Île de la Cité, a maior das duas ilhas do Sena, e que também abriga outras duas atrações que valem o passeio conjunto. Falarei delas adiante.

Fomos para a Notre Dame andando desde o nosso apartamento e acabamos dando sorte. Bom, pra falar a verdade, não sei o quão sorte foi, mas o fato é que chegamos pelos fundos da igreja, onde há um jardim muito bonito. A parcela de sorte é porque, muito tempo depois, uma amiga comentou comigo que a maior parte dos turistas nem nota a existência do tal jardim. Gente, vocês estão perdendo!!
Era de manhã cedo e a fila para subir até o alto da torre estava curta. Aproveitei e já garanti o meu lugar. Queria muito ver Paris pelos olhos do Quasimodo, rs.

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Pra quem subiu até o topo da St. Paul’s em Londres, a Notre Dame é uma brisa! São  387 degraus. Esses a gente sobe em 3 lances. Um até a loja de souvenirs, depois um montão até sacada onde dá pra ver as gárgolas em detalhes e também o super sino Emmanuel (mas estava fechado na época que fui); e daí, você pode optar ou não por subir até o topo de uma das torres. A escada é aquele esquema de sempre: estreita, de pedra, em espiral. Se você for subir, fique atento sempre, pra não escorregar, pois alguns degraus estão bem gastos.
Lá do alto e, depois, em terra firme, você tem a certeza que a construção não tem um ângulo desfavorável sequer. Por dentro, também foi a que eu mais gostei em Paris, os vitrais maravilhosos e os altares também. Duvido você fazer esse passeio e não ficar com a música do filme da Disney na cabeça o dia inteiro.

Como disse antes, na mesma ilha em que está a catedral, também fizemos outros dois passeios interessantes: a Consiergerie e a Saint Chapelle. A Consiergerie é o antigo palácio real de Paris, que depois foi convertido em prisão. Ela foi muito usada durante o período do Terror da Revolução Francesa e o auto-tour conta em detalhes sobre a prisão da família real, inclusive com uma réplica da cela da Maria Antonieta.

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Já a Saint Chapelle, não tenho muito o que falar dela. É uma igreja pequenininha que tem os vitrais, acho que os mais lindos do mundo! Então nem adiantaria eu ficar falando e falando, o que conta são as fotos mesmo. 🙂

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Caso você não tenha comprado o Paris Museum Pass, existe um ingresso conjunto com desconto pra quem visita a Consiergerie e a Saint Chapelle. Vale muito a pena, não é um passeio tão batido e pode ser uma novidade interessante mesmo pra quem já esteve outras vezes na cidade. Acredito que não tenhamos levado mais de 2 horas nesses dois monumentos. Juntando com a subida à torre da Notre Dame, foi uma manhã toda na Île de La Cité.

Nota-se claramente que hoje faltou foco à blogueira. O post era para ser apenas sobre as igrejas, mas acho mesmo que ficou muito mais proveitoso desse jeito! As igrejas fazem muito parte da cidade, então, mesmo não sendo católica, nem uma grande visitadora de igrejas ou entendida de artes, tive que concordar que Paris bem vale, sim, uma missa. 😉

 
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