Muito além da roupa suja

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Um fim de semana no Rio de Janeiro

Estou recém-chegada de um fim de semana no Rio de Janeiro. Foi tudo perfeito demais!

Comprei as passagens em novembro, quando um amigo avisou da promoção e eu fui correndo botar fogo nos meus pais. Acho que mesmo se eles não tivessem se animado, eu teria ido sozinha mesmo.

Dessa  vez eu consegui chegar no Rio!
Dessa vez eu consegui chegar no Rio!

Com o calor seco e assassino que está fazendo em São Paulo, eu estava morreeeeeendo de medo desse fim de semana no Rio. Achei que seria a enrascada do século e mal teríamos coragem de sair do ar condicionado do hotel. Por sorte, me enganei. O tempo lá estava ótimo, realmente delicioso. É claro que fazia bastante calor e o Sol estava forte de manhã e no início da tarde; mas ainda assim, estava agradável na sombra, com aquela brisa gostosa que vem do mar. No fim da tarde e à noite era uma delícia; pra quem anda tentando dormir aos 35ºC em SP, dá até pra falar que estava fresquinho.

 

Essa não foi a minha primeira vez no Rio de Janeiro; eu fui uma vez com uns 15 anos, mas também não deu pra conhecer muita coisa: fomos só no bondinho do Pão de Açucar e no Museu da República do Palácio do Catete. Então acho que esse post pode ajudar a montar um roteirinho básico pra quem visita o Rio pela primeira vez e não tem muitos dias disponíveis.

 

Chegamos na sexta-feira, por volta de umas 16h. Depois de nos acomodarmos, fomos passear pelo calçadão de Copacabana. Está rolando toda uma reforma dos quiosques por lá, muito legal. Além de modernizarem os quiosques em si, agora há banheiro, fraldário e vestiário subterrâneo . Vai ficar bem legal quando a orla inteira estiver padronizada.
Andamos desde o Copacabana Palace, que era perto do nosso hotel (veja bem, eu disse PERTO), até quase o forte. Aí, pegamos um táxi para Ipanema, porque meu pai estava à caça de um boteco/padaria que ele tinha ido uma vez. Andamos mais um monte em Ipanema, até que ele resolveu admitir que não tinha idéia de onde era o tal lugar. 

Quando bateu a fome, o Sol estava quase indo embora, então seguimos para o Bar Urca, que eu estava doida para conhecer. É muito legal quando você tem a idéia de um lugar na sua cabeça e ele acaba sendo exatamente como você imaginou. A Urca é um bairro bem antigo e super tranquilo. O bar fica de frente pra baía de Guanabara e é basicamente um balcão. A graça é pegar os petiscos e as bebidas e sentar na muretinha, curtindo o visual maravilhoso, a céu aberto, sem barulheira e sem apertos. Foi um fim de dia maravilhoso e eu sou muito agradecida a Deus de ter pais que são tão boas companhias para dividir uma cerveja!

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No dia seguinte, acordamos cedo para ir ao Corcovado. O melhor esquema é comprar com antecedência pela internet e, de preferência, para os primeiros horários. Fomos no trem das 8h30 e ele já subiu lotado (ok que era sábado, né?). Pra chegar na estação de trem do Corcovado, a maneira mais econômica é ir de metrô até a estação Largo do Machado e pegar o ônibus da Integração Cosme Velho. 
A viagem de trem até o topo demora uns 25 minutos e é cheia de emoções. Não tanto pela velocidade, mas pelos trecho à beira do precipício. Fui muito tensa durante todo o trajeto, mas NADA NUNCA vai se comparar aos chiliques que eu tive no Bondinho.

Eu fiquei envergonhada de entrar nesse trem, pq diz a placa que o Imperador andou nele.
Eu fiquei envergonhada de entrar nesse trem, pq diz a placa que o Imperador andou nele.

Bom, a história do Cristo Redentor é aquela que vocês já conhecem. Um dia alguém olhou para o morro e pensou: “Vou fazer um Jesus grandão e colocar ali em cima”. ¬¬ Eu queria muito saber como surge uma idéia assim na cabeça das pessoas.
E hoje em dia o Cristo é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Eu particularmente não acho a estátua tão fantástica assim; não é segredo pra ninguém que a verdadeira maravilha ali é o contexto! Poxa, se já é legal ver do alto qualquer selva de pedra mixuruca, imaginem a cidade que se chama Maravilhosa! Foi muito legal mesmo.

Contexto
Contexto

IMG_4729Não foi legal: lembrar do Renato Aragão toda ver que olhava pra estátua. Acontece o mesmo com a Pedra da Gávea. É muito trash perceber que Didi Mocó formou seu caráter.

Agora, atentem-se: não tem hora marcada para o trem da descida. É fila. Por isso que é melhor chegar o mais cedo possível, porque a fila é beeeem demorada.

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Depois de ver o Cristo, resolvemos ir ao Jardim Botânico que fica mais ou menos perto. O passeio foi bom e tem vários pontos muito bonitos por lá, cheio de grávida fazendo aqueles ensaios fotográficos. Mas juro que aconselho que você vá num dia mais fresquinho, viu? Nessa hora o calor estava bravo!

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Saindo dali fomos almoçar em um restaurante chamado Marius, no Leme. Apesar do site (muito) cafona, o restaurante é bem legal. Como disse no instagram, parece que você está comendo na gruta da Pequena Sereia. O esquema é de buffet combinado com rodízio, que pode ser de frutos do mar ou de carne bovina. O lugar é super pitoresco (m-e-l-h-o-r banheiro da vida) e a comida é muito boa. Mas eu fico realmente sem jeito de recomendar muito, porque o preço é extraorbitante. Só fomos mesmo porque meu pai tava passando muita vontade desde que uns amigos tinham contado de lá. Senão, provavelmente teríamos ido no Joaquina.

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De barriga super cheia (rodízio, né?) fomos descansar no hotel. Mas se fosse minha primeira vez no Rio, teria dado pra ir no Bondinho. Por sorte, jurei há anos que nunca mais subo nesse negócio.
Com o Sol mais baixo, tentamos ir na piscina do hotel, mas estava cheia e a água em temperatura de sopa. Então descemos para a praia. Eu não pisava na areia desde 2008 (passei pelas praias da Califórnia, mas fiquei só no pier ou calçadão), não sou muito praieira. A água do mar estava absurdamente gelada!! Sério, achei que meu pé ia gangrenar! Andamos um pouco por lá e voltamos.

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Tem MUITA opção de vida noturna no Rio. A gente considerou ir em um bar na Lapa, na quadra da Vila Isabel e também no ensaio geral no sambódromo. Mas, como eu não tava a fim de comer mais comida de boteco, fomos só jantar mesmo. O escolhido foi o El Chalaco, uma lanchonete peruana no Leblon. No fim, acabei me jogando na comida de boteco mesmo, e tomei dois piscos muito bons! Ficou todo mundo meio altinho, então demos bastante risada e a comida boa só colaborou pra noite ficar ainda mais agradável.

Comida de boteco, mas boteco peruano!
Comida de boteco, mas boteco peruano!

No domingo, nosso vôo era meio em horário de almoço. A idéia inicial era tomar o brunch na Confeitaria Colombo do Forte, mas o café da manhã do nosso hotel (depois farei post sobre ele) era tão bom, que acabamos dispensando. Então foi manhã de café, banho e mala mesmo. E eu voltei pra Sampa com a certeza que não demorarei mais 15 anos para voltar ao Rio!

 
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