Muito além da roupa suja

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Paris (ou quase): visita a Versailles

Estou aqui, na cozinha da minha mãe, passando muito calor e me lembrei de Versailles. Lembrei de Versailles porque foi lá que eu aprendi que nunca mais reclamarei de calor. Talvez não tenha sido o dia mais quente da minha vida, mas foi o dia que eu mais sofri por isso. A gente simplesmente não tinha como fugir. Acho que como o inverno na Europa é tão rigoroso, o pessoal lá não tem tanta cultura de usar ar condicionado, como nos EUA, por exemplo. Mesmo o calor de verão sendo tão tropical quanto o nosso.

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Primeiro erro do dia: legging preta.

Bom, mas voltando ao passeio…

Saímos bem cedo de Paris. Minhas amigas são idosinhas matinais com pânico de fila, igual eu. Nesse aspecto, a viagem não poderia ter dado mais certo! É fácil ir a Versailles usando o transporte público, basta pegar o RER C. Mas, fiquem atentos, porque existem vários RER Cs, preste atenção na sinalização da plataforma, para pegar o que for a Versailles (RER C5). Pegamos o trem numa estação pequenininha, perto da Notre Dame, e seria impossível confundir o trem, porque tinham vários funcionários da estação berrando “Chateau Versailles!!!”.  Uma vez no trem certo, não tem como errar, você segue sem ar condicionado até a estação final, a 5 minutos de caminhada dos portões dourados do castelo.

DICA IMPORTANTE: Fomos até Versailles com nosso bilhete normal de metrô de zona 1, até achei estranho, mas foi o que aconteceu. Para retornar a Paris, ele não funciona e a minha dica é você comprar o ticket da volta antes de ir pro castelo, porque fica tudo bem muvucado no final da tarde. É aquela coisa, né? Eu me ferro, pra vocês não precisarem se ferrar também. IMG_7693 Chegando ao castelo, você precisa passar na bilheteria para comprar o ingresso. Se você foi sagaz e colou na minha dica do Paris Museum Pass, é uma fila a menos na sua vida, pode seguir direto para a fila do raio X. O próximo passo é retirar o telefoninho que funciona como guia de áudio, tem disponível em Português inclusive. Recomendo chegar cedo, passamos de novo por lá perto da hora do almoço e a fila era imensa para entrar. A propriedade de Versailles é imensa, antes do palácio ser construído, já era usada como campo de caça da realeza. Um dia, Luís XIV acordou e achou que o Louvre era muito pequeno (O.O), então começou a construção de um castelo maior e mais digno da monarquia mais glamourosa da Europa.

Maquete
E essa maquete que mal cabe na foto?

Além do castelo, grandão e chiquérrimo, existem outras duas propriedades: o Grand Trianon, que é todo em mármore rosa, super elegante, que o Louis XV construiu para uma de suas amantes (mas quem acabou morando lá foi outra Outra); e o Petit Trianon, que faz parte dos domínios da Maria Antonieta, além da casa, tem tipo uma fazendinha no fundo, mas não nos aventuramos por esses lados. Rodeando tudo isso, tem um parque e os super jardins; se você não for entrar em nenhuma construção, não precisa do ingresso. Essa parte é aberta ao público.

Sou muito mais a elegência do Grand Trianon, quase discreto!
Sou muito mais a elegência do Grand Trianon, quase discreto!

Tudo lá é lindo, na maior ostentação, um exagero. Cada quadro fantástico! Os tetos todos cheios de ouro! A mobília não chega a ser toda original, porque o lugar foi saqueado durante a Revolução e muita coisa, destruída. A gente fica triste, mas eu entendo que a última coisa na cabeça dos revolucionários era preservar a história e as relíquias da monarquia francesa, né?

Bicheiros e mafiosos do mundo dariam tudo por este docel!
Bicheiros e mafiosos do mundo dariam tudo por este docel!
Quantos pães e brioches consigo comprar se eu vender só esse lustre?
Quantos pães ou brioches consigo comprar se eu vender só este lustre?

Meu único quase-arrependimento, foi não ter passeado tanto nos jardins. Estava uma situação meio inviável para alugar os carrinhos de golfe para passear por lá (muita fila e poucos carrinhos), mas se você tiver mais sorte, aproveite porque custa só €30.00 por 1 hora. Pareceu um negócio que vale a pena, porque você faz seu horário e fica com liberdade para ir onde quiser e, inclusive, passear pelos jardins.

Nós compramos o passe do trenzinho, e foi sofrido, porque as filas eram no Sol e nem sempre você conseguia vaga no carrinho seguinte. Era uma situação meio de desespero e eu não sei o que seria da minha pele e da minha sanidade mental se não fosse a genialidade da Pri ter um guarda-chuva na bolsa!

Aí, eu só ficava imaginando… se eu, com minha vestimenta quase arejadinha (maldita legging preta!), cheguei em Paris numa situação lastimável; imagine o cheiro da corte no século XVIII debaixo de mil camadas de panos e aquelas perucas super higiênicas? Náuseas. Apenas náuseas.

Custa uns 9 euros por pessoa o passe livre do trenzinho. Mas vc tem que conseguir a vaga ou esperar sabe-se lá quanto tempo pelo próximo. Como estávamos em 3, valeria muito a pena o carrinho de golfe!
Custa uns 9 euros por pessoa o passe livre do trenzinho. Mas vc tem que conseguir a vaga ou esperar sabe-se lá quanto tempo pelo próximo. Como estávamos em 3, valeria muito a pena o carrinho de golfe!

Mesmo assim, valeu muito a pena ter ido conhecer os Trianons, apesar de todoa os perrengues, eu faria tudo de novo! O Grand Trianon é o mais chique que eu achei, porque é menos ostentação, uma coisa mais delicada, achei de muito bom gosto. Até vimos um ensaio fotográfico de um casal de noivos por lá. O cenário é fantástico, mas me pareceu meio estranho, considerando a razão de ser do lugar e tal… O Petit Trianon é uma graça. Ele tem mais cara de casa, sabe? E depois que você passou o dia no meio de tanta grandiosidade, sai quase convencido de que ele é realmente petit.

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Gente, é coisa pra caramba! O lugar é enorme, é 1 km de distância do Castelo para o Trianon, pra vocês terem uma ideia! Recomendo reservar um dia todo para esse passeio, se você quiser ver tudo. Minha dica para almoçar é comer lá dentro! Nós acabamos nos perdendo e comemos num restaurante do lado de fora, mas miadíssimo. Se vcs estiverem sem mapa na mão e não entenderem as placas como nós (a sinalização de repente sumiu), fica a dica do Angelina, no Petit Trianon, tudo lá é bem gostoso. Tem doces e sanduíches.

Nós acabamos chegando de volta a Paris em torno de 17h e até poderíamos ter aproveitado a noite passeando ou algo assim, mas estávamos realmente destruídas pelo calor que tinha feito (imaginem um 38°C na sombra). Então, se vocês pegarem um tempo mais ameno, ainda dá pra ir jantar um entrecote ou tomar um vinho na beira do Sena. 🙂

 
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