Muito além da roupa suja

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Londres: St Paul’s Cathedral

A única igreja que entramos em Londres foi mesmo a St Paul’s Cathedral. Dispensamos a Westminster pelo simples motivo do preço exorbitante. Pois é, amigos, as igrejas anglicanas cobram ingresso na visita (mas, não para assistir o serviço, tá?). Mas, de lambuja, ainda presenciei o ensaio do coral (fantástico!), então valeu a pena.

A St. Paul’s eu fiz questão de visitar por um único motivo: Mary Poppins. Mesmo o interior da igreja nem aparecendo no filme, eu queria muito conhecer, porque é um lugar muito mito da minha infância. Então dá o play, que o post de hoje tem trilha sonora!

Sinto desapontá-los, mas não tem nenhuma tia dos pássaros na porta. Acho até bom porque, apesar de tudo, sempre achei meio porquice essa história de incentivar as crianças a dar comida aos pombos. Bicho nojento!
Mas estou desviando do assunto!

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Entrando na igreja, você retira o áudio-guia. Nada de telefoninho caquético por aqui! O guai é um iPod e o sistema é super interativo.
Na parte de trás da nave, tem várias cadeiras para sentarmos enquanto escutamos o guia, e também dá pra ir passeando pelo lugar e escolhendo sobre o que quer ouvir. Mas aqui eu acho que perderam uma oportunidade, viu? O teto daquela igreja é a coisa mais linda que eu vi em toda a viagem! Se eu fosse a chefe, mandava colocar um monte de colchonete no chão, pra galera poder ficar relaxada, apreciando o teto numa boa, e sem torcicolo! Uma pena não poder tirar fotos, vocês vão ter que acreditar no que eu digo (ou olhar no Google).

Aí eu resolvi que queria subir no domo. Esse domo da St. Paul’s é meio milagre da arquitetura, sabe? Pelo menos pra mim, que não sei NADA de arquitetura. Eu já tinha visto um documetnário sobre isso um tempo antes da viagem. No lugar onde hoje tem a St. Paul’s existe uma catedral há mais de mil anos. Mas, depois do incêndio que teve em 1666 e destruiu grande parte da cidae, chamaram esse arquiteto, o Christopher Wren para refazer o design da coisa toda, incluindo a reconstrução da catedral.
Isso tudo, e mais um monte de amigo botando pilha por Facebook e Instagram, falando que a vista era fantástica, que era a melhor de todas, e eu resolvi subir.

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O domo externo foi colocado sobre um domo interno e tem uma estrutura de sustentação super complexa. Veja aqui com mais detalhes.

Pode parar a música lá de cima, que agora o tom do post vai mudar um pouco.

Gente. Eu nunca subo em nada que tem escada. Não tanto pela subida, mas pela descida. Eu já tive muito problema em uma igreja de MG, a minha perna ficou meio sem força, rolou um mini-pânico, só Deus sabe como consegui chegar dignamente no fim da escada.
Do chão até o topo da St Paul’s são 528 degraus e vários avisos: se você tem medo de altura, clautrofobia, vertigem ou problemas cardíacos, não é recomendado subir. O negócio tem mais alertas que a montanha-rusa do Hulk e, eu meio que tenho todos esses problemas, em algum grau. Mas gosto de viver perigosamente.
Na verdade, o que aconteceu foi que, no dia anterior, eu tinha subido uns 200 degraus na estação do metrô, porque achei comprida a fila pro elevador. Então eu já estava numa vibe da invencibilidade, acho que foi o que mais me deu certeza que eu não ia morrer na escada.

Esse é o Monumento que lembra o Grande Incêndio de 1666. Londres queimou por três dias por causa de um padeiro que esqueceu o forno ligado e foi dormir. Imagine isso! Se fosse meu forno eu ia morrer de vergonha!
Esse é o Monumento que lembra o Grande Incêndio de 1666. Londres queimou por três dias por causa de um padeiro que esqueceu o forno ligado e foi dormir. Imagine isso! Se fosse meu forno eu ia morrer de vergonha!

Confesso que a subida nem foi das piores. Tem outros pontos de observação, e até de descanso, ao longo do caminho; então foi bem menos pior do que imaginei. A parte realmente apertada é bem curtinha, então deu pra levar numa boa. E, na descida, fui atrás de um ruivinho engraçado, de uns 7 anos, fiquei de butuca na conversa dele com a mãe e foi uma boa distração, não foquei tanto nos degraus em espiral infinita e não entrei em pânico nenhuma vez.

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A vista do topo é boa mesmo! Eu só não digo que é uma vista de tirar o fôlego, porque a escada já faz isso muito antes. Mas tem que ser ágil nas fotos, porque tem uma tia meio ansiosa lá em cima agilizando a rotatividade da galeria. Pensando bem, se eu tivesse que subir essas escadas todos os dias pra trabalhar, também seria uma pessoa meio nervosa.
Enfim, não é o ponto mais alto da cidade mas, para uma cidade baixinha como Londres, está ideal porque você consegue reconhecer tudo! Ainda assim, a melhor parte de todas foi conseguir chega lá em cima. Poucas coisas na vida são mais legais do que vencer a si próprio. Só quem não gostou devem ter sido a Lu e a Pri que, além de ficarem me esperando, ainda tiveram que aguentar meu ego o resto do dia! 😉

A St. Paul’s Cathedral está aberta à visitação de Segunda a Sábado, das 8h30 às 16h. O ingresso para adultos custa £16.00, mas comprando pelo nosso link, você paga direto em dólar (vantagem na hora da fatura) e ainda colabora com o blog!

 

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