Muito além da roupa suja

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Atacama: Laguna Cejar e Tebinquinche

No mesmo dia que fizemos o passeio às lagunas altiplânicas pela manhã, seguimos à tarde para a laguna Cejar. Foi bem corrido, só deu tempo de atualizar as mochilas e almoçar uma empanada rapidinho. Saímos de SPA por volta das 16h e chegamos ao nosso destino depois de uns 20 minutos.

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Esse passeio teve 3 paradas e a primeira era a laguna Cejar. A lagoa é de água salgada e, como a concentração de sal é muito alta, você bóia como no Mar Morto. Dessa vez até tinha levado todo o equipamento para nadar mas, na hora, arreguei.

Laguna Cejar

A água era muito gelada e, apesar de estar fazendo um calor insuportável, o sal foi fator definitivo na minha escolha. A galera saía de lá com uma crosta de sal na pele e, mesmo tomando ducha depois, não fica perfeito, né? Eu sou bem desanimada com esses desconfortos. E não queria ferrar toda a minha pele.

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Esguichinho pra tirar a crosta de sal da pele da galera. Esse foi levado pelos guias das agências (todas tinham).
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Ducha pra tirar o resto de sal depois do não-mergulho.

Fora que a lagoa tem uns 13 metros de profundidade. A gente não afunda, mas me deixa desconfortável porque eu fico pensando que pode ter um kraken morando lá no fundo, sabe?

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Já tá bom de justificativa? rs Então vamos prosseguir… A parada na laguna Cejar foi coisa de uma hora, e o Sol estava muito ardido. Esse foi o dia em que o calor mais me incomodou, porque lá não tem nenhum lugar com sombra. Tem uns vestiários, umas duchas, mas tivemos que improvisar a sombra. Mas, pelo menos, minha amiga também não quis nadar, então ficamos conversando enquanto o povo se temperava.

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Segunda parada: Ojos del Salar. Essas são duas lagoas bem redondas, e não tem rasinho pra você ir entrando aos poucos. Ela é como uma cratera mesmo. Um dos ojos está aberto para banho, mas aqui não tem aquela mamata de flutuar. Então só entre se você souber nadar, porque o negócio é muito fundo (e certeza que tem monstros morando lá).

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O que o guia nos explicou é que ninguém sabe ao certo como essas crateras se formaram, mas a teoria que ele nos apresentou achei bem plausível. Ele falou de um rio subterrâneo com um obstáculo no meio do curso, que acabou segurando a água. A hipótese é de que, em alguns pontos, o solo que estava em cima do rio era mais frágil e acabou colapsando, dando origem aos Ojos del Salar.

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Pra mim fez sentido essa teoria porque, se você observar as bordas das crateras, parece mesmo que a terra caiu.

O caminho para a laguna Tebinquinche foi a melhor parte do passeio. Sério. Nosso guia, muito louco, falou que quem quisesse poderia fazer o trajeto em cima do caminhão!

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Acho que sou a quarta sombrinha, contando da direita.

Achei engraçado porque tinha uma família com duas crianças no nosso grupo esse dia. E o pai foi com a filha mais velha no teto do caminhão conosco, enquanto a mãe ficou lá dentro com a filha mais nova. SUPER me identifiquei, haha! Fosse esse passeio há 20 anos, eu muito ia fazer meu pai subir comigo (porque minha mãe nunca ia me deixar ir sozinha).

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Laguna Tebinquinche
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Fiquei meio cotoca nessa foto, né?

A laguna Tebinquinche é um super lago de sal. E lá tem aquela brancura imensa que eu tinha esperado encontrar na laguna Chaxa. Não conseguimos tirar fotos melhores porque estava bem cheio quando chegamos e o Sol já indo embora.

Pegadas do Yeti
Pegadas do Yeti

Enquanto batíamos vários retratos, o guia e o motorista ajeitavam nosso happy hour. Ficamos curtindo o pôr-do-Sol (tem hífen ainda isso? e circunflexo?) tomando uns piscos e comendo salgadinho. Foi bem gostoso e eu vi que várias agências também oferecem essa programação. Com certeza deu um toque especial pro passeio (principalmente, pra quem perdeu o caminhão, rs).

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